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Empresas moçambicanas recebem 5% de acções da central térmica de Moatize

A empresa Acwa Power, da Arábia Saudita, está a doar 5% das suas acções detidas na central térmica de Moatize, em Tete, a empresas moçambicanas interessadas na produção e comercialização da energia produzida por aquele empreendimento, cujo início da sua actividade produtiva está marcada para o segundo trimestre de 2014, em Tete.

A taxa de exploração por agentes económicos moçambicanos poderá ser aumentada até 13% no pico da produção da central que será a partir de 2017, segundo ainda a Acwa Power da Arábia Saudita.

Nessa altura, o volume de investimento deverá passar a ser de dois biliões de dólares, contra o actual valor investido de um bilião de dólares, de acordo igual- mente com fonte competente daquela companhia da Arábia Saudita.

A central deverá ter capacidade de gerar 600 mega-watts, dos quais cerca de metade será ao longo dos próximos dois anos. Cerca de 50 megawatts da produção desta central serão distribuídos pela empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) para aumentar a qualidade e capacidade de distribuição de energia eléctrica pelo país que neste momento apenas se resume em beneficiar cerca de 10 milhões de habitantes.

A quantidade faz com que Moçambique ocupe o 3.o lugar no ranking dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) com maior índice da população com acesso à energia eléctrica atrás das Maurícias e da África do Sul.

Refira-se, entretanto, que Moçambique registou um défice energético de cerca de 150 megawatts, entre os meses de Janeiro e primeira quinzena de Março de 2014, situação que poderá ser ultrapassada a partir de Abril de 2014, mercê de uma série de acções quererão a ser desenvolvidas pela EDM visando minimizar o problema.

Em 2013, Moçambique registou um défice energético de cerca de 800 megawatts, contra a capacidade de produção de energia de cerca de 2500 megawatts por ano, de acordo com Augusto de Sousa, Presidente do Conselho de Administração da EDM, salientando que, a partir de 2026, o país deverá passar a produzir pelo menos cinco mil megawatts/ano com a entrada em actividades das barragens de Mphanda-Nkuwa, Lupata e Boroma, em Tete.

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