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Empresário apoia irmãos órfãos em Nametil

Os cinco irmãos órfãos que necessitam de apoio em Nametil, no distrito de Mogovolas, a 70 quilómetros da província de Nampula, já beneficiam do apoio de um empresário local que ficou sensibilizado com a história das crianças, reportada pelo @Verdade, no dia 13 de Junho passado. O cidadão vai passar a disponibilizar, mensalmente, três mil meticais em produtos diversos por um tempo indeterminado ou até a altura em que os petizes possam viver sem ter de depender tanto de terceiros.

Os beneficiários receberem, das mãos de Rajahussen Gulamo, presidente do Conselho de Administração da GS Group, SA, vários produtos alimentares, vestuário, produtos de higiene e valores monetários. Visivelmente emocionados, Lucília Marcelino, de oito meses de vida, Meque Marcelino e Vane Marcelino, de dois e quatro anos de idade, respectivamente, Edu Marcelino e Artemísia Marcelino, por sinal os mais velhos, mas que desconhecem as suas idades, pareciam, no momento da oferta, “terem nascido de novo”.

Por intermédio de Edu Marcelino, as crianças agradeceram o gesto e pediram ao empresário para lhes ajudar a melhorar a habitação na qual moram e para que fossem criadas condições básicas para a sua sobrevivência.

Apresentaram igualmente como necessidade o desejo de ver garantido, num futuro próximo, o acesso à escola. Artemísia Marcelino reiterou os agradecimentos do irmão, tendo acrescentado que pelo menos nos próximos dias a família não vai morrer de fome, sobretudo Lucília Marcelino, pois esta recebeu uma caixa de leite, algo que lhe fazia falta.

Entretanto, Edu gostaria de, um dia, ser ajudado pela Acção Social, a mesma instituição que disse, recentemente, à nossa Reportagem que não tinha conhecimento da existência de petizes órfãos na vila-sede de Nametil e que estivessem a passar por uma situação de luta pela sobrevivência. Refira-se que os cinco meninos vivem em condições indignas desde 2010, altura em que o pai perdeu a vida, ao que se seguiu a mãe, em 2011, vítimas de uma doença prolongada associada ao HIV/ SIDA.

Os meninos necessitam de um pouco de tudo para sobreviver, principalmente a pequena Lucília. Por isso, quem puder seguir o exemplo de Rajahussen Gulamo estará a dar motivos para que as pessoas a que nos referimos sorriam, aliviem a dor da “privação” dos seus direitos, que, devido à pobreza a que estão sujeitas, parecem letra-morta.

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