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Em dois anos 1.638 pessoas foram internadas por consumo excessivo de estupefacientes em Nampula

A província de Nampula registou, nos últimos dois anos, o internamento de pouco mais de 1.638 pessoas no Centro de Saúde Mental vulgo (Hospital Psiquiátrico), devido ao consumo excessivo de estupefacientes, situação que está a obrigar as autoridades do sector a redobrar os esforços para responder à demanda.

Celiano Manuel, chefe provincial do Departamento de Saúde mental na Direcção Provincial de Saúde em Nampula, afirmou que estes dados têm vindo a subir a cada ano que passa devido ao crescente número de consumidores, porém, em 2010 tinham sido internados pouco mais de 638 pessoas para em 2011 passarem por aquele centro 1.050 usuários de droga que foram desinfectados o que representa uma subida de pouco mais de 45 por cento comparado com o ano anterior.

Celiano Manuel afirmou que esta situação tem vindo a preocupar as autoridades de saúde em Nampula porque a cada ano que passa são apreendidas quantidades elevadas de drogas com destaque para cannabis sativa, vulgo suruma a serem produzidas, traficadas e consumidas por diversas pessoas naquele ponto do país, um dos exemplos que aquele responsável deu foi a destruição de uma machamba de oito hectares no distrito de Nampula-Rapale e apreensão de pouco mais de 800 quilogramas de suruma respectivamente que esta a ser traficada em Nampula.

Devido a esta situação, aquele responsável de saúde mental afirmou que no primeiro trimestre do ano em curso foram internadas 58 pessoas contra 38 do igual período do ano de 2010, o que indica que, este ano, haverá subida de casos de internamento por consumo de narcóticos e apreensão de drogas.

Manuel avançou que, com estes dados demonstrativos, tudo indica que grande parte de pessoas consome drogas diversificadas e muito longe da vista das autoridades policiais e vários são os locais de produção e de consumo ao nível daquela província nortenha de Nampula.

“Não porque a droga é boa, mas sim muitas pessoas consomem porque pensam que lhes dá força para trabalhar, trás inteligência e capacidade de enfrentar um desafio, mas a verdade é que em muitos casos cai-lhes mal devido a vários factores intrínsecos e extrínsecos que a vida lhes impõe” afirmou para depois acrescentar que estão nas agendas dos registos do Centro de Saúde Mental, adolescentes, jovens estudantes e alunos e camponeses sem se esquecer de outras pessoas de diferentes camadas sociais.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte avançou que dos 21 distritos da província de Nampula apenas 9 nomeadamente Meconta, Eráti, Ribaué, Nacala-Porto, Malema, Nampula cidade, Nampula-Rapale, Angoche e Ilha de Moçambique são os que possuem técnicos formados na área de Saúde mental e os restantes são assistidos por técnicos da área de medicina e médicos afectos em todos os distritos da província.

“Realmente, precisamos de mais técnicos formados na saúde mental, visto que são poucos que se interessam nessa área e gostaríamos que tivéssemos técnicos nos 21 distritos e isto é uma outra questão que nos preocupa” afirmou.

Droga mais consumida

Celiano Manuel afirmou que ao nível da província de Nampula ou das pessoas que são internadas devido ao consumo de droga consomem mais a cannabis sativa, álcool, cigarro, Kuber (Cubá), estas como as primeiras e seguidas de Haxixe, Mandrax e outras drogas mais pesadas cuja aquisição não tem sido fácil devido ao seu valor económico.

O nosso entrevistado apontou o dedo acusador aos adolescentes e jovens alunos das escolas primárias, secundárias e estudantes universitários consumidores como alvos do consumo de droga sem se esquecer de camponeses que apostam mais na suruma, bebidas alcoólicas, cigarro e Cubá.

O nosso entrevistado afirmou ainda que parte dos internamentos é representada por pessoas com baixa posse financeira por consumirem drogas e não terem meios alternativos para alimentar os seus vícios.

Sobre os efeitos das drogas pesadas e leves, o nosso entrevistado considerou que “Todas as drogas são pesadas porque o efeito é igual e não há que se escolher droga pesada e outra não pesada, quem consome suruma não tem nenhuma diferença com quem consome tantas outras drogas, é tudo mesmíssima coisa” considerou.

O chefe do Departamento de Saúde Mental em Nampula fez saber que as pessoas que se encontram doentes por consumo de estupefacientes devem procurar maior apoio junto do hospital Psiquiátrico (centro de Saúde Mental) e não aos médicos tradicionais como tem acontecido.

Num outro ponto, o chefe do departamento de Saúde Mental na Direcção provincial de Saúde em Nampula referiu que as pessoas que consomem drogas na fase de crescimento são as mais vulneráveis em termos de destruição em relação aos mais velhos, dai ser importante que as crianças e adolescentes evitem no máximo o consumo de drogas e que a vigilância seja a arma primordial dos seus pais e encarregados de educação.

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