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Eleições: incidente no início da campanha em Nampula

Dois feridos e um detido é o balanço preliminar do início da campanha eleitoral na província de Nampula, norte de Moçambique, que vai culminar com pleitos as presidenciais, parlamentares e assembleias provinciais, a 28 de Outubro próximo em todo o país.

Não obstante estes incidentes, o chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da Polícia em Nampula, António de Oliveira Maneque, faz um balanço positivo do primeiro dia da campanha eleitoral nesta província que é o maior circulo eleitoral do pais. Nampula, com 1.801.249 eleitores, vai eleger 45 deputados, seguido da província central da Zambézia, com 1.770.910 eleitores, que também vai eleger 45 parlamentares. No total, a nível nacional serão eleitos 250 deputados, dois dos quais dos círculos eleitorais de Africa e Europa.

“De uma forma geral, o início da campanha decorreu de uma forma ordeira, houve apenas um incidente que manchou o processo”, disse Maneque. Segundo Maneque, o incidente registou-se cerca de 11.30 horas de Domingo, dia de início da campanha, na zona de Muhaivire, quando a caravana da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, deslocava-se do bairro de Muhala Expansão em direcção a cidade de Nampula.

“A caravana estava caminhando pela Avenida das FPLM, mas ao chegar mesmo próximo da 2/a Esquadra havia um cidadão que estava a atravessar a referida avenida. Algumas pessoas que integravam a caravana da Renamo e que estavam a frente da caravana pegaram nesse individuo e começaram a espancá-lo”, explicou Maneque, que falava em exclusivo a AIM.

O caso ocorreu nas proximidades da Esquadra da PRM e valeu também o facto de estarem ali posicionados dois agentes da lei e ordem que, por coincidência, tinham a missão de proteger a caravana da Renamo. “Os agentes tentaram socorrer o indivíduo, mas não foi fácil, pois era muita gente contra uma única pessoa, isso forçou a Polícia a disparar para o ar, para conseguir salvar o indivíduo, pois de contrário não teria sido possível”, disse Maneque.

O cidadão que foi agredido por alguns membros da Renamo foi conduzido imediatamente para o hospital para tratamento dos ferimentos contraídos durante o incidente. Questionado sobre a identidade do cidadão agredido, Maneque respondeu que veio a saber-se mais tarde que o mesmo era um simpatizante da Frelimo, partido no poder em Moçambique.

Ele foi convidado pela Polícia para se apresentar na esquadra e prestar o seu depoimento. Sobre a gravidade de ferimentos que ele teria contraído, Maneque disse que “penso que não ficou muito ferido porque não chegou a ficar internado no hospital”. Sobre a identidade do membro da Renamo detido, Maneque respondeu que “já não me recordo do seu nome completo, mas ainda me lembro que o seu apelido é Viana. Ele actualmente se encontra sob custódia policial”.

Questionado sobre as razões da detenção de Viana e não dos restantes agressores, Maneque disse ser um procedimento normal em circunstância do género. Maneque explicou que as pessoas detidas são as consideradas de mentores do acto, pois é difícil prender toda a multidão. “Ele está sob custódia policial por ser suspeito de ser o cabecilha. Ele e’ uma das pessoas que estava a frente”, disse Maneque. Na ocasião, Maneque disse que também ficou ferido no incidente um oficial da Polícia, que foi parar ao hospital para receber tratamentos.

“Este nosso colega é o sargento principal que socorreu, quando pegou no cidadão que estava a ser agredido para fora da estrada. Mas não contraiu graves ferimentos”, explicou. Sobre outros incidentes reportados no primeiro dia da campanha na província de Nampula, Maneque disse que “ate agora foi reportado apenas o caso de uma denúncia de retirada de panfletos no distrito de Eráti. Esta denúncia foi contra desconhecidos pois não se conseguiu encontrar ou determinar o mentor deste acto”.

Segundo Maneque, os panfletos vandalizados pertencem a Renamo. Sobre as medidas adoptadas pelo Comando Provincial da PRM para garantir que todo o processo, campanha eleitoral e votação decorram sem graves incidentes, Maneque explicou que foi reforçado o efectivo policial nos distritos. “Não posso revelar o efectivo que foi mobilizado, mas estamos a usar todo o efectivo que temos a nossa disposição a nível do comando provincial.

Até já mobilizamos os efectivos que funcionam nos escritórios para reforçar”, referiu, acrescentando que “ também reunimo-nos com os representantes dos partidos políticos no Sábado, dia 12, para apelar para que a campanha seja feita com civismo”.

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