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Eleições fraudulentas na UEM – Presidente expulso por conivência

Eleições fraudulentas na UEM - Presidente expulso por conivência

Luís Jobe Fazenda, presidente da Associação dos Estudantes Universitários da Universidade Eduardo Mondlane, acaba de ser escorraçado pelos colegas, alegadamente por promover o enchimento de boletins na urna de votação a favor de Dany Marangaze Félix da lista C, seu protegido e antigo colega na direcção que preside. “A mascara caiu. Os dirigentes deste órgão, sempre “turvaram as águas” para manipular a opinião pública e camuflar os podres que mantêm por detrás das caras de anjo com que frequentemente nos apresentaram.

Durante os dois anos que presidiram os destinos da associação, sempre fingiram trabalhar em prol dos estudantes quando na verdade eram autênticos corruptos que até então, graças ao diabo, continuavam a enganar a todos, o reitor inclusive. Por isso, hoje decidimos matar o cão tinhoso”.

Os relatos aqui reproduzidos reflectem a opinião de alguns estudantes ouvidos pelo @verdade em reacção a forma nada abonatória em que terminaram as eleições desta segunda feira na UEM. Ao todo concorriam três listas, designadamente A, B e C. Segundo os estudantes, tudo começou a ficar menos claro quando os actuais dirigentes da AEU inventaram o processo de eleições nas províncias, uma clara tentativa de beneficiar a lista C.

Este primeiro ensaio, só não deu certo porque os outros concorrentes ameaçaram boicotar o processo. Após o fim da votação, às 22 horas desta segunda-feira, as urnas foram transportadas para a sede da AEU, (gabinete de Fazenda) cita na residência universitária número 1, popularmente conhecida por Self, na avenida Amílcar Cabral 1254 em Maputo.

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Desconfiados, alguns estudantes accionaram o alarme e assaltaram o local, onde algumas pessoas foram encontradas a preencher os boletins nas urnas. Confessando a fraude, os acusados afirmaram estar a cumprir ordens de Luís Jobe Fazenda e Alexandre Fernando, presidente e secretário-geral da AEU, respectivamente. “Tomamos o poder e destituímos o Fazenda em algumas horas e a medida foi apoiada pelo comité jurídico da universidade”, contam.

As eleições foram suspensas e voltarão a ser realizadas em Fevereiro de 2011, enquanto isso a associação será dirigida por uma equipa interina. Relatos indicam que a vontade de colocar os fantoches da lista C, visava encobrir os actos de corrupção e delapidação de fundos que caracterizaram o pontifício de Fazenda, durante estes dois anos. “Antes da tomada de posse queremos que haja uma auditoria interna nas contas da AEU, não convêm que o novo elenco encontre um órgão falido”, dizem.

Os fundos da associação, provém dos 60 meticais que cada estudante vinculado a universidade paga anualmente no acto da matrícula e são geridos entre a direcção de finanças da universidade e a associação dos estudantes. A UEM, a maior e mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, possui pouco mais de 25 mil estudantes.

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Refira-se que uma das questões que precipitou os ânimos desta segunda-feira foi a falta de confiança por que os estudantes tinham em relação aos seus dirigentes, graças aos acontecimentos de 17 de Novembro, dia internacional dos estudantes, quando um grupo de alunos invadiu o quarto do secretário-geral na residência universitária número 6 (Tangará), alegadamente para retirar 16 caixas de cerveja que estavam ali escondidas. “Esta gente não se cansa de roubar. Não faz sentido esconder um bem doado para uma comemoração colectiva. O resultado foi esse”, dizem.

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