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Educação Para Todos defende reforço

O director do Movimento Educação para Todos (MEPT) em Moçambique, Reinaldo Sive, diz que o Governo moçambicano e os seus parceiros de cooperação devem envidar esforços para o reforço da alfabetização visando o género, e garantir uma educação de qualidade para todos.

Reinaldo Sive lançou este apelo em Maputo durante o encerramento da semana da campanha mundial de Ensino Para Todos (EPT), destinada a uma reflexão mais alargada dos compromissos de Dakar (1990), onde mais de 160 países representados pela UNESCO se comprometeram a expandir e melhorar o cuidado e educação das crianças, especialmente as mais vulneráveis e em maior desvantagem, bem como assegurar que tenham acesso à educação primária, obrigatória, gratuita e de boa qualidade, até 2015.

Os países visados comprometeram- se ainda a incrementar em 50 porcento os níveis de alfabetização de adultos até 2015, sobretudo das mulheres, e garantir o acesso equitativo à educação básica e continuada para todos os adultos. Para atingir estes objectivos, de acordo com Reinaldo Sive, «os Governos devem mobilizar uma forte vontade política nacional e internacional em prol da EPT, desenvolvendo planos de acção nacionais e incrementar de forma significativa os investimentos na educação básica».

Redução do analfabetismo

 Até 1975, ano da independência nacional, a taxa de analfabetismo em Moçambique era estimada em 93 porcento, tendo baixado para 72% em 1980. Segundo o último censo demográfico, realizado em 2007 e divulgado em Fevereiro do corrente ano, a taxa de analfabetismo reduziu para 54.4 porcento, numa população calculada em cerca de 20.2 milhões habitantes. Até a década de 1990, a educação ainda não servia toda a população, já que era dirigida predominantemente a crianças.

Desde 1987 que o Executivo moçambicano tem vindo a implementar um programa de reajustamento estrutural e de estabilização macroeconómica, com a finalidade de promover o crescimento económico e reduzir os níveis de pobreza no país. Resultado das políticas Como resultado das políticas adoptadas, o índice de pobreza absoluta, que se situava em cerca de 69,4 porcento em 1997, baixou para 54,1 porcento em 2003.

Apesar desta melhoria, a incidência da pobreza continua elevada, sendo de destacar as diferenças entre o campo e a cidade. Nas áreas rurais, o índice de pobreza situava-se em aproximadamente 55,3 porcento, contra 51,5 porcento nas áreas urbanas. Estas taxas estão associadas às características demográficas e de educação, entre outros aspectos.

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