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EDM assina acordo para participação nos projectos de energia

A Empresa Pública Electricidade de Moçambique (EDM) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) assinaram, Segunda-feira (9), em Maputo, um acordo para o financiamento de uma assessoria jurídica e financeira no valor de 1,5 milhões de euros.

Assinaram o acordo Adriano Jonas e Cirilo Fabião em representação da EDM e Dimitri Kanounnikoff, director da AFD e Cyril Gerardon, encarregado de negócios da Embaixada da Franca em Maputo, um acto que foi testemunhado pelo presidente do Conselho de Administração (PCA), Augusto Fernando.

A estratégia do governo moçambicano para o sector de energia inclui uma significativa participação accionista pública em futuros projectos de transporte e produção de energia, em particular linha de transporte de Tete-Maputo, também designada de “espinha dorsal”, bem como outros grandes projectos para a produção de energia hidroeléctrica e térmica.

Por isso, para garantir a implementação dos projectos em carteira, a AFD foi solicitada para financiar os serviços de assessoria ao governo e a própria EDM, para a concepção, implementação e arranque de uma estrutura que vai apoiar a participação accionista do sector público nos projectos.

Falando minutos após a assinatura do acordo, Cyril Gerardon explicou que esta assessoria servirá de guia para as autoridades moçambicanas e a própria EDM na participação do Estado nos grandes projectos energéticos no país.

“Moçambique deverá empreender até 2017 e 2018 projectos de grande envergadura para o transporte de produção de energia, e estes projectos são essenciais para o desenvolvimento da economia moçambicana e responder ao défice energético que se regista na Africa Austral”, disse Gerardon.

Prosseguindo, o encarregado de negócios asseverou que os moçambicanos podem contar com o apoio da França no desenvolvimento das infra-estruturas energéticas, particularmente através de empréstimos concessionais e da participação da ADF em grandes projectos, tais como a espinha dorsal Tete-Maputo e a barragem de Mphanda Nkuwa.

“Os projectos de electricidade em Moçambique, que são amplamente baseados em energia limpa são, por conseguinte, para o nosso país de caracter prioritário pelo facto de serem exemplares e responsáveis”, concluiu.

Augusto Fernando, por seu turno, disse que o acordo vai dotar a EDM de uma capacidade de poder participar nos grandes projectos, citando como exemplos a linha Tete-Maputo e o projecto de Mphanda Nkuwa.

“A EDM vai ser accionista maioritária da “espinha dorsal” com 51 por cento. Este e’ um projecto avaliado em dois biliões de dólares, que vai exigir no mínimo 300 milhões de dólares para a participação da EDM”, vincou.

Embora participe na qualidade de accionista minoritário, Fernando disse que a participação da sua empresa no projecto Mphanda Nkuwa também vai exigir um grande esforço da EDM.

Por isso, explicou, “precisamos de encontrar mecanismos de financiamento para participarmos nestes dois grandes projectos”.

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