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Duas mulheres detidas por maus tratos de menores no município da Matola

Uma cidadã, identificada pelo nome de Marta Xiluvane, de 32 anos de idade, está detida na 7ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) no bairro T3, no município da Matola, acusada de agressão e de prática de outras formas de sevícias contra o seu enteado de quatro anos. Uma outra cidadã, identificada apenas por Beatriz, de 42 anos de idade, está detida na 5ª Esquadra da PRM na Machava, também no Município da Matola, acusada de crime de cárcere privado de oito crianças na sua própria residência, no bairro Trevo.

De acordo com o jornal Notícias, o caso, que foi despoletado pelos vizinhos, cansados de assistir aos maus tratos, deu-se no bairro Intaka, quarteirão seis, onde a indiciada vive com o menor e seu esposo, por sinal um agente da Polícia que, por razões profissionais, tem estado constantemente fora do convívio familiar.

Testemunhas contam que Marta Xiluvane, regularmente deixava a criança trancada dentro de casa, agredia-a com recurso a varas, para além de privá-la de alimentação. Disseram igualmente que na passada quarta-feira, logo pela manhã, Marta Xiluvane terá fechado o seu enteado na cozinha, para se deslocar ao bairro de Zimpeto a fim de proceder ao registo do seu número do telemóvel. Apercebendo-se dos gritos de socorro do menor, os vizinhos comunicaram o caso às autoridades policiais que fizeram diligências para localizar e deter a autora do crime.

Por sua vez, Marta Xiluvane nega as acusações, afirmando que deixara a criança fechada sozinha em casa, dado o seu comportamento e que, por essa razão, nenhum vizinho o suportaria. Ademais, uma vez com gravidez de termo, não conseguiria levá-la ao colo até ao bairro de Zimpeto.

Entretanto, uma outra cidadã, identificada apenas por Beatriz, de 42 anos de idade, está detida na 5ª Esquadra da PRM na Machava, também no Município da Matola, acusada de crime de cárcere privado de oito crianças na sua própria residência, no bairro Trevo.

A acusada explica que terá agido assim como forma de pressionar os menores a revelarem o paradeiro de umas chaves que haviam desaparecido em sua casa, onde as crianças terão estado a brincar horas antes.

A mulher foi detida momentos após chegar à residência por uma brigada da Polícia que a acusou de crime de cárcere privado.

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