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Duas crianças escapam de tráfico para prostituição na África do Sul

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo regatou com sucesso, na passada terça-feira (08), duas meninas de 13 e 17 anos de idade das mãos de um grupo que supostamente se dedica ao tráfico de mulheres para a prostituição na vizinha África do Sul. As vítimas foram encontradas na fronteira entre Moçambique e Suazilândia, prestes a entrar naquele país.

Em conexão com este caso, a Polícia deteve uma jovem identificada pelo nome de Zinha – prima de uma das miúdas – e o seu padrasto de 66 anos de idade, e sobre quem recai a culpa de manter as vítimas na sua casa. Eles alegaram ser inocentes.

Na residência onde as meninas aguardavam por novas ordens para seguir a viagem para a África do Sul não tinham permissão para manter contacto, sobretudo telefónico, com ninguém. A rapariga mais velha, receando que o pior pudesse acontecer à sua amiga a partir da altura em que ela era forçada a efectuar passeios constantes de carro com pessoas desconhecidas, optou perguntar à Zinha o que se passava.

“Ela disse que não podíamos telefonar nem falar com ninguém”, contou uma das raparigas salientando que a dado momento conseguiu roubar o telefone de Zinha para poder comunicar com os pais da sua amiga, uma vez que estavam preocupados com o sumiço da filha. Para lograr os seus intentos, os presumíveis traficantes, contaram com os préstimos da prima de uma das vítimas, que prometera emprego às miúdas, segundo Orlando Modumane, porta-voz da PRM na cidade de Maputo.

Num outro desenvolvimento, a menina disse que, certa vez, a prima dirigiu-se à sua e perguntou se ela ainda frequentava a escola. “Eu respondi que parei de estudar porque entrava à noite e a escola ficava longe. Ela perguntou ainda o que é que eu fazia” para sobreviver e, de novo, a reposta foi negativa.

Entretanto, a menina, convencida de que estava diante de uma pessoa com boas intenções, disse à prima que precisa fazer alguma coisa para obter dinheiro com vista “a comprar uma vaga e continuar os estudos de dia”, porque a avó, que é sua única encarregada de educação, não dispõe de dinheiro para o efeito.

Ainda segundo a adolescente, a conversa prolongou-se até que a mesma prima disse que na África do Sul havia trabalho e era fácil prosperar.

A outra menina, por sinal a mais nova, acabou nas mãos dos referidos malfeitores por ter escutado uma conversa alheia e, em conluio com a amiga, abandonou a casa dos pais sem despedi-los, deixando a tudo a todos desorientados.

Aliás, consta ainda que Zinha recebeu cinco mil meticais de algumas pessoas que alegadamente desejavam transformar as miúdas em suas esposas.

Contudo, a acusada nega que pretendia traficar a sua parente para vendê-la sexualmente naquele país.

De acordo com a sua versão, o objectivo era arranjar emprego para a miúda, uma vez que não tinha ocupação, o que é totalmente desmentido pela Polícia da 18a esquadra, os pais das miúdas denunciaram o caso uma semana antes de serem localizadas.

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