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Doze mortos em atentado no oeste do Afeganistão

Um atentado com bomba deixou pelo menos 12 mortos e 29 feridos nesta segunda-feira em Herat, oeste do Afeganistão, segundo fontes da polícia, quando faltam três semanas para as eleições presidenciais e provinciais no país.

 

O ataque, que ainda não reivindicado, foi provocado por uma bomba colocada dentro de uma lata de lixo à beira da estrada. No local do atentado era possível ver importantes danos, como carros da polícia e taxis danificados e os corpos sem vidas dos motoristas, além de outros objectos espalhados, como burlas e sapato infantis, contaram testemunhas. A violência no Afeganistão alcançou nas últimas semanas níveis sem precedentes desde que os talibãs foram expulsos do poder no final de 2001 por uma coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos.

 

A onda de violência intensifica os temores de que os rebeldes lancem uma ofensiva durante o processo eleitoral, o que poderá afectar a participação dos eleitores. Os talibãs convocaram na semana passada os eleitores a boicotar e atacar as eleições presidências e provinciais de 20 de Agosto para “libertar o país ocupado através da Jihad” (guerra santa).

“Como afegãos e muçulmanos, todos os afegãos devem boicotar este processo americano mentiroso. Para conseguir a independência real, ao invés de ir a falsos colégios eleitorais, os afegãos devem ir para as trincheiras da Jihad e, através da resistência, libertar seu país ocupado por invasores”, afirma o texto difundido por correio electrónico e assinado pelo “Emirado Islâmico do Afeganistão”. Os talibãs já haviam pedido anteriormente o boicote das eleições, mas este foi seu comunicado mais enérgico antes de uma votação na qual o actual presidente, Hamid Karzai, aspira se reeleger.

A milícia talibã regularmente convoca a Jihad contra o governo e as forças militares lideradas pelos Estados Unidos que o apoiam. A equipe de apoio eleitoral da ONU registrou ataques contra equipes de campanha, casos de intimidação e o assassinato de três candidatos às eleições provinciais. Autoridades eleitorais e partidários do governo alcançaram na semana passada um cessar-fogo prévio às eleições entre dirigentes talibãs locais e os idosos (autoridades locais) afegãos, em um instável distrito da província de Badghis (noroeste). O acordo, uma novidade no país, foi anunciado pelo gabinete do presidente He Karzai, favorito entre os 41 candidatos à presidência, mas foi posteriormente desmentido pelos talibãs.

O cessar-fogo foi acertado num momento em que as tropas britânicas e americanas realizaram uma vasta ofensiva contra os talibãs na conturbada província de Helmand, reduto rebelde ao sul do país. A ONU, por sua vez, anunciou que o número de vítimas civis da violência no Afeganistão aumentou mais uma vez – 24% – nos primeiros seis meses de 2009, com a intensificação do conflito entre as forças afegãs e os rebeldes talilbãs. Nos seis primeiros meses de 2009, a UNAMA registrou que 1.013 civis morreram nas violências, ou seja, 24% a mais que no mesmo período de 2008.

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