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Disponíveis 500 toneladas de semente de milho para segunda época

O Ministério moçambicano da Agricultura (MINAG) dispõe de 500 toneladas de semente de milho para apoiar os camponeses cujas culturas semeadas na primeira época ficaram parcial ou totalmente afectadas, na sequência da fraca precipitação no centro e sul do país.

A segunda campanha agrícola inicia em Abril próximo, após o termo da segunda época chuvosa (Janeiro, Fevereiro e Março de 2010), e o lote de sementes de milho a ser distribuído pela população camponesa permitirá cultivar uma extensão territorial igual a 20 mil hectares.

O facto foi revelado na quinta-feira, em Maputo, no encontro de Análise da Situação da Precipitação e os Impactos na Agricultura nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro 2009 e Actualização da Previsão Sazonal para o primeiro trimestre do ano em curso, em que participaram entidades afins a matéria.

Hiten Jantilal, da Direcção Nacional de Serviços Agrários – Departamento de Culturas e Aviso Prévio (DNSA-DCAP), disse que a concessão das sementes de milho aos camponeses tem por objectivo aliviar o impacto negativo da falta de chuvas que assolou as regiões sul e centro do país na primeira época agrícola.

“O Ministério da Agricultura tem disponíveis 500 toneladas de sementes de milho para a segunda época, quantidade que permitirá cultivar uma área igual a 20 mil hectares, nas regiões centro e sul”, afirmou Jantilal, apontando que a zona norte não tem segunda campanha.

A fonte disse, por outro lado, que o MINAG apostará nas re-sementeiras com variedades de ciclo curto de milho, arroz, mapira e feijões para recuperar a primeira época. O Ministério vai intensificar as acções da segunda época através do aproveitamento intensivo de sistemas de irrigação e zonas baixas para massificação de produção de hortícolas todo ano, raízes e tubérculos e acelerar o processo de entrega de equipamentos em aquisição.

Segundo o documento apresentado na reunião, calcula-se em 61 o número de distritos, de sete províncias do centro e sul, afectados pelas chuvas irregulares, situação que coloca 785 mil famílias e cerca de um milhão de hectares em risco de seca.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) disse, no encontro, que o extremo norte do país (parte das províncias de Nampula e Cabo Delgado) poderá registar a ocorrência de chuvas normais com tendência para abaixo do normal. Para as restantes partes do país (centro e sul), espera-se a ocorrência de chuvas abaixo do normal com a tendência para o normal.

O fenómeno El Nino, segundo o INAM, continua a provocar uma precipitação irregular e é responsável pela seca na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e cheias na região do Corno de África.

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