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Dhlakama promete dividir o país

Dhlakama promete dividir o país

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, exige que o diálogo que o seu partido tem vindo a manter com o Governo desde o mês de Maio produza resultados já na próxima segunda-feira, durante a décima terceira ronda, sob pena de dividir o país. “Isso são brincadeiras e não vamos permitir que (as negociações) se arrastem por mais tempo”.

“Se até ao final da próxima semana não houver consenso “vou chamar a minha delegação para Sathunjira e eu vou, pessoalmente, resolver o problema”, diz, e acrescenta que “ estão a brincar com o povo que cada segunda-feira espera ouvir um consenso. O país não é de Pacheco nem de Guebuza e muito menos da Frelimo. Por isso, em nome do povo vou tomar medidas para ultrapassar isto”.

Reacção do Governo

Entretanto, quem não gostou das palavras, muito menos do ultimato dado por Afonso Dhlakama, foi o ministro da Agricultura e chefe da delegação do Governo às negociações, José Pacheco, que aconselha o líder da Renamo a dar ordens aos seus homens. “Não conheço esse ultimato e, se ele tem uma ordem, deve dar aos seus homens e não ao Governo”.

Eleições Autárquicas

Dhlakama, que falava na abertura do Segundo Conselho Nacional da Renamo alargado às bases, que decorreu em Sathunjira, em Gorongosa, província de Sofala, voltou a reiterar que o seu partido não irá participar nas eleições autárquicas, marcadas para 20 de Novembro próximo, assim como não irá permitir que as mesmas aconteçam.

Esta atitude, segundo as suas palavras, visa criar condições para que os partidos concorram em pé de igualdade. Se o pleito acontecer no actual contexto, na sua opinião, estar-se-ia a prejudicar a democracia (pela qual diz ter lutado durante 16 anos) pois não há instrumentos legais que garantam a sua transparência.

“Se a Frelimo insistir em fazer eleições, digo-vos que a unidade nacional acabou. Moçambique vai dividir-se em dois ou três países. Nós vamos tomar Sofala e outras províncias e declarar independência. (…) Eu não sou belicista, nem burro como algumas pessoas poderão dizer, mas a Renamo tem um compromisso com a democracia. Por isso, não vai permitir que isso aconteça. Caso contrário, a nossa luta (pela democracia) terá sido em vão”, promete.

Eleições gerais de 2014: Renamo concorda com data sugerida ao Presidente da República

Neste encontro, foi analisado o relatório sobre o Conselho do Estado, no qual participou António Muchanga, membro sénior deste partido. O informe mereceu uma apreciação positiva dos presentes, que concordam com as sugestões dadas ao Presidente da República, Armando Guebuza, relativamente à marcação da data das eleições gerais de 2014 e aos mecanismos a adoptar para a manutenção da paz no país.

Segundo Fernando Mazanga, porta-voz do partido, os conselheiros do chefe do Estado expressaram o sentimento e a opinião da Renamo, que é apelar o Governo a resolver os problemas de forma pacífica, sem recurso à força.

Refira-se que os membros do Conselho do Estado sugerem que as eleições gerais e legislativas do próximo ano tenham lugar no mês de Outubro, por se tratar de uma época seca. Porém, ainda que não tenha sido avançada a data, pois cabe ao Presidente da República fazê-lo, sabe-se que as mesmas serão no dia 15.

O que a Renamo pretende nas negociações?

Após o Governo ter concordado com maior parte das “exigências” da Renamo em relação à proposta de revisão pontual da actual Lei eleitoral, agora o pomo da discórdia reside em apenas alguns pontos, tais como a paridade nos órgãos eleitorais.

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