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Dhlakama desafia PR moçambicano a cessar escoltas na Estrada Nacional n.1

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, desafiou na quinta-feira o Presidente Armando Guebuza, a “levantar as escoltas” de viaturas em Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, por “não passar de propaganda politica”. “Eu desafio o PR moçambicano a cessar colunas a partir de segunda-feira e declare a liberdade daquele troço. Eu, Dhlakama, garanto que não haverá nenhum homem da Renamo que vai atacar o troço Muxungue-Save”, declarou o líder da Renamo.

O exército e a polícia antimotim iniciaram em abril a escolta de viaturas na estrada nacional um (N1), a principal do país, no troço entre Save e Muxúnguè, em Sofala, centro de Moçambique, após ataques reivindicados pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que resultaram na morte de civis e militares, além de feridos.

As viaturas são escoltadas em coluna, sob fortes medidas de segurança, numa distância de 100 quilómetros, que a Renamo interditou à circulação de viaturas. Por duas vezes, homens armados cortaram a via e metralharam viaturas em colunas.

Contudo, nos últimos tempos, questões logísticas, sobretudo a falta de combustível para o blindado que abre as escoltas, têm atrasado as colunas, obrigando o exército a recorrer a uma viatura Nissan dupla cabine com pirilampo, para guiar as escoltas, segundo constatou a Lusa no local.

“Não há razão das colunas naquele troço, porque estão a retardar o desenvolvimento da economia do país”, disse Afonso Dhlakama, nas celebrações dos 34 anos da morte do fundador da Renamo, André Matsangaissa, e um ano da sua instalação na Serra da Gorongosa, a 17 de outubro.

Dhlakama assegurou, no entanto, que apenas vai responder nos locais exatos, caso o exército ataque qualquer das suas posições, e garantiu cessar igualmente as “ordens de ataques” naquele troço, considerado o mais “sangrento” da atualidade.

Entretanto, Afonso Dhlakama também desafiou o PR moçambicano a deslocar-se à Serra da Gorongosa, para o diálogo de pacificação da tensão político-militar, com maior incidência no centro de Moçambique.

“Se, na verdade, o PR está interessado no diálogo como eu estou interessado, ele, que colocou tropas para impedir a minha saída, que venha até aqui (Sadjundjira, Gorongosa), eu garanto a segurança, como ele quer garantir a minha segurança em Maputo”, afirmou Afonso Dhlakama.

Um eventual encontro entre Afonso Dhlakama e Armando Guebuza é visto pela sociedade moçambicana como crucial para a resolução da tensão política em que o país está mergulhado, na sequência do boicote da Renamo ao processo eleitoral autárquico.

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