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Detido suposto assassino do empresário português na capital moçambicana

Um jovem de 21 anos de idade encontra-se preso, desde segunda-feira (28), acusado de envolvimento no assassinato dum cidadão de nacionalidade portuguesa, de nome Joaquim Cavaco Malagueira, na periferia da capital de Moçambique.

Segundo as autoridades policiais, o crime foi perpetrado por três indivíduos, dos quais dois ainda estão a monte.

Orlando Modumane, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo, disse à imprensa que o suspeito trabalhava com a vítima há mais de um ano. “Há fortes indícios” da sua conexão com o crime.

Por sua vez, Cláudio Langa, porta-voz do Comando-Geral da PRM, disse, no habitual briefing à comunicação social, que o miúdo ora detido “é confesso e vive no bairro de Xipamanine”.

Na posse do visado, a Polícia confiscou 11 mil meticais que se presume provir da compensação pelo homicídio ou foi arrancado da vítima, um telemóvel, uma câmara de filmagem e diversos pertencentes do empresário.

O malogrado estava ligado à produção de espectáculos, aluguer de som e luz. Neste contexto, os aparelhos confiscados associam directamente o jovem ao assassinato.

O indiciado, que responde pelo nome de Leonel, assume apenas ter presenciado o caso, mas nega qualquer participação na morte de Joaquim Malagueira, na noite da passada quarta-feira (23), no bairro de Bagamoyo, em Maputo.

Ele contou que um dos seus pretensos comparsas trazia uma arma de fogo do tipo pistola, em punho.

Todavia, o jovem não explicou claramente como é que saiu de Xipamanine até à casa do malogrado naquela noite, nem esclareceu a sua relação com o grupo fugitivo.

“Ele (um dos malfeitores) deixou a pistola em cima da cama e amarrou o senhor Cavaco. Em seguida ameaçou-me também e mandou-me buscar uma fita isoladora. Procurei a fita e entreguei-lhes, mas um deles apontou-me de novo com a pistola ameaçando-me de morte”, contou o suspeito.

Num outro desenvolvimento, o acusado alegou que os bandidos ora a monte disseram que caso ele gritasse pelo socorro ou tentasse qualquer coisa seria morto.

Nessa altura, ainda de acordo o jovem, Joaquim Malagueira implorou para que ele próprio o desprendesse, pois aparentemente era o único que reconhecia no grupo.

“Eu disse está bem vou desamarrar-te mas quando quis fazer isso o meu primo apontou a pistola na minha cabeça e fiquei sem fazer nada”, disse o acusado, acrescentando que, de repente, alguém bateu à porta e foi ver quem podia ser.

No regresso, o ancião já estava amarados e atirado a uma banheira.

“Acreditamos que há autores morais”, disse Modumane.

Joaquim Malagueira, com mais de 70 anos de idade, encontrou a morte na sua residência e vivia sozinho. Ele estava radicada em Moçambique há cerca de uma década.

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