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“Cumplicidade” com Gbabo leva à demissão do BC da Costa do Marfim

O governador da Costa do Marfim no Banco Central dos Estados da África Ocidental, Philip Henry Dacoury-Tabley, demitiu-se, sábado, depois de suspeitas de cumplicidade com o presidente Laurent Gbagbo, revelou uma fonte da agência de notícias France Presse.

De acordo com um comunicado divulgado após a cimeira dos líderes de oito países membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA, sigla em francês), reunidos em Bamako, no Mali, Dacoury-Tabley decidiu apresentar a sua demissão depois de conhecer “o relatório sobre a não aplicação das decisões tomadas pelo Conselho de Ministros” da UEMOA.

Ainda segundo o documento, Dacoury-Tabley não terá cumprido a decisão da UEMOA de dar a Alassane Ouattara, presidente da Costa do Marfim reconhecido pela comunidade internacional, todos os poderes para gerir em nome do país os assuntos ligados a esta instituição e ao Banco Central dos Estados da África Ocidental.

Desde essa data, 60 a 100 mil milhões de francos CFA (cerca de 91,5 a 152,4 milhões de euros) passaram do banco central para o regime de Gbagbo.

“Foi por motivos técnicos que não foi possível implementar as decisões dos Chefes de Estado, foi o que eu lhes tentei explicar”, justificou aos jornalistas Dacoury-Tabley.

A organização já pediu a Alassane Ouattara para nomear um novo representante da Costa do Marfim para o Banco Central dos Estados da África Ocidental, que serão as duas únicas pessoas habilitadas, em nome da Costa do Marfim, para ter acesso às contas do país no banco central da África Ocidental.

O cargo de governador de Dacoury– Tabley, função que ocupou durante dois anos, também se tornou insustentável na sequência das sanções impostas, sexta-feira, pela União Europeia, de proibição de viajar e de congelamento de seus activos, medidas que também se estenderam a cerca de 90 pessoas, incluindo Laurent Gbagbo.

A renúncia forçada de Philip Henry Dacoury-Tabley é uma vitória para Alassane Ouattara, que esteve representado em Bamako pelo primeiroministro Guillaume Soro, o único representante da Costa do Marfim.

No final da reunião de hoje, os líderes da UEMOA pediram, em comunicado, ao “presidente Gbagbo para respeitar o resultado” das presidenciais de 28 de Novembro “e fazer uma transição pacífica do poder”.

O corte com o regime de Gbagbo é considerado pela comunidade internacional como uma estratégiachave para levar o candidato vencido das últimas eleições a ceder o poder pacificamente a Ouattara, já que uma intervenção militar poderia causar um banho de sangue no país.

Segundo as Nações Unidas, quase 250 pessoas morreram entre meados de Dezembro e Janeiro em protestos políticos, vítimas que são atribuídas à facção de Gbagbo.

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