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Crescimento da China sofre mais uma nova desaceleração

O crescimento da China prosseguiu em sua trajetória de desaceleração entre janeiro e março, a ponto de atingir o pior nível trimestral em uma década, mas é possível que o pior já tenha passado, na opinião de vários analistas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 6,1% em ritmo anual no período, depois de uma alta de 6,8% no último trimestre de 2008 e de 10,6% no primeiro trimestre do ano passado. Este é o menor crescimento trimestral em 10 anos, de acordo com a agência oficial Xinhua (Nova China).

Mas, de acordo com o banco Goldman Sachs, é mínimo desde 1992. A grande responsável é a queda das exportações, fonte de riqueza da China, provocada pela crise internacional. “A economia nacional enfrenta as pressões da desaceleração”, reconheceu Li Xiaochao, porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas.

Mas o primeiro-ministro Wen Jiabao, citado pela agência estatal Xinhua, afirmou que a economia chinesa tem uma saúde melhor que o previsto e considerou que as medidas governamentais para reativar a economia começam a dar resultados.

Pequim anunciou em novembro um plano de estímulo econômico de 605 bilhões de dólares, valor que o governo financiará diretamente menos da metade. O pacote engloba medidas fiscais e, sobretudo, grandes investimentos, principalmente em infraestruturas. Os investimentos em capital fixo, outro pilar do crescimento chinês, subiram no primeiro trimestre: +28,6% nas zonas urbanas e +30,3% em março.

O Goldman Sachs considera outro sinal positivo a recuperação da produção industrial do mês pasado: +8,3% contra +3,8% durante os dois primeiros meses do ano. Apesar de reduzido para o gigante asiático, acostumado ao crescimento de dois dígitos de sua produção industrial, o resultado reforça a opinião de que a China já está no caminho da retomada do crescimento, destaca o banco em um comunicado.

Stephen Green, economista do Standard Chartered, faz uma análise similar e considera que o crescimento deve ter alcançado o fundo do poço no primeiro trimestre. Mas para ele, resta uma incógnita: a atitude do consumidor chinês e do setor privado. “Teremos pelo menos outros dois trimestres de fortes investimentos, mas já veremos se o consumidor está disposto a continuar gastando e se o setor privado começa a investir. São as duas condições indispensáveis para uma recuperação duradoura”.

Para o Morgan Stanley, as condições já estão presentes: a forte resposta do governo teria ajudado a realçar a confiança dos investidores privados e dos consumirores. As vendas no varejo – indicador del consumo- progrediram 15% no primeiro trimestre.

Para 2009, o governo estabelece como meta um crescimento de 8%, necessário para manter o índice de emprego neste país de 1,3 bilhão de habitantes. Mas até Pequim reconhece que o objetivo é difícil de ser alcançado.

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