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Covid-19 não amedronta ninguém em Pebane, “o que mais nos preocupa é a malária e hérnia”

pebane-pescadores

As draconianas medidas do Governo de Filipe Nyusi para prevenção da pandemia respiratória da mesma forma em todo Moçambique contrastam com a realidade: “o que mais nos preocupa é a malária e hérnia. Se a doença cá chegar só poderá ser transportada por alguém de fora” disse ao @Verdade Salimo Hamade, um experiente pescador do Distrito de Pebane indiferente aos óbitos ocorridos em cidadãos com sintomas da covid-19 e em alusão a chegada de contingentes das Forças de Defesa e Segurança a aquela região costeira da Província da Zambézia.

Primeiro foi todo o país em Estado de Emergência, agora é todo o território em Situação de Calamidade Pública com recolher obrigatório, medidas governamentais para conter uma doença nova que ainda em 2020 deixou evidente a sua incidência nas populações urbanas.

“Tem havido palestras sobre essa covid-19 mas o que mais nos preocupa é a malária e hérnia. Se a doença cá chegar só poderá ser transportada por alguém de fora”, resumiu o sentimento dominante no Distrito de Pebane o pesacador Salimo Hamade revelando ao @Verdade a chegada recente de centenas de militares.

Mesmo sendo parte de um dos grupos de risco, tem 70 anos de idade, Hamade não acredita que a pandemia respiratória irá causar vítimas nesta região costeira do Centro de Moçambique “nós dificilmente nos deslocamos a outros pontos da província”.

Outro experiente pescador, Janfar Jamal, consciente da existência da pandemia manifestou alguma inquietação não só pelos movimentos dos militares mas também pelas aglomerações que continuam a aconteceu nos transportes de passageiros, “aqui temos sérios problemas de transportes, para os que pretendem chegar outros pontos da província têm de sujeitar-se a superlotação, não existe outra alternativa senão arriscar”.

O mar continua dar peixe em abundância mas os clientes locais não tem poder de compra e os compradores de fora escasseiam tornado a vida que já era difícil num calvário afinal no Distrito de Pebane não houve nenhum tipo de apoio social do Estado para miltigar o impacto económico da pandemia respiratória.

Para a jovem mãe solteira e vendedora no mercado informal, Ana Alberto, o desafio tem a falta de dinheiro para o cumprimento de algumas das medidas de prevenção obrigatórias. “Aqui em Pebane não há emprego, os pequenos negócios que fizemos não chegam para comprar máscaras faciais”.

“Não podemos ficar paradas porque causa da covid-19, não temos outra saída para ganhar a vida, e para nós que vendemos refeições, só nas noites e em tempos em que maré está boa para pesca, é que conseguimos produzir receitas”, relatou a jovem de 35 anos de idade.

“Tivemos três mortes cujos sintomas se pareciam com a covid-19”

É que o único mercado da vila de Pebane é o local de confluência diárias de milhares de pessoas, de várias idades, que não usam máscaras faciais nem tem acesso a água e sabão para a higiene das mãos.

O @Verdade constatou ainda indiferença aos decretos presidenciais nos cultos religiosos que continuam a acontecer nas mesquitas e aos inúmeros participantes que acorrem as cerimónias de casamentos e funerais.

“Todos sabemos da existência do novo coronavírus porque houveram casos cá no distrito, mas as pessoas continuam a ignorar” afirmou João Almeida, um funcionários público na vila-sede de Pebane, aludindo aos 138 casos positivos que diagnosticados neste distrito ao longo deste ano e meio de pandemia em Moçambique.

Um Agente Polivalentes de Saúde revelou ao @Verdade que entre estes poucos infectados “tivemos três mortes cujos sintomas se pareciam com a covid-19, mas ninguém quer mudar de comportamento”. Melito lamentou que durante o seu trabalho de educação sobre as medidas de prevenção “algumas comunidades tenho sido alvo de ameaças, pensam que sou enviado do governo para disseminar o novo coronavírus”.

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