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Covid-19: 3ª vaga da pandemia ainda não iniciou em Moçambique apesar do aumento de casos positivos em Tete e Maputo

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A 3ª vaga da pandemia da covid-19 ainda não iniciou em Moçambique apesar do aumento de casos positivos nos últimos dias particularmente na Província de Tete e na Área Metropolitana do Grande Maputo, onde estão 688 dos 834 casos activos actualmente. O Ministério da Saúde (MISAU) continua sem saber que novas variantes do SARS-CoV-2 estão em circulação no país no entanto alerta: “não é a variante Alpha, Beta, Gama ou Delta que vai determinar as medidas de controlo de Saúde Pública, mais do que os resultados sobre as variantes é muito importante que reforcemos as medidas”.

O MISAU manifestou nesta segunda-feira (14) a sua preocupação relativamente ao recrudescimento de novos infectados pelo SARS-CoV-2, depois da desaceleração da pandemia entre os meses de Março a Maio, em apenas 14 dias, o país diagnosticou 773 novos casos, comparativamente a 442 casos em igual período do mês passado, sobretudo na Cidade de Maputo (tem 414 dos 834 casos activos) e nas províncias de Tete (164) e Maputo (110 casos activos).

“Nós sabemos que na região (Austral) vários países estão na 3ª vaga, mas não estaremos ainda como um todo o país na 3ª vaga neste momento pese embora saibamos que estamos claramente sob esse risco. Na experiência passada recente vimos que logo que os países vizinhos entrassem numa vaga de alta transmissão seguia-se algum tempo depois Moçambique”, explicou em conferencia de imprensa o Director Nacional para a Área de Inquérito e Monitoria de Saúde.

Sobre a origem dos novos surtos o Dr. Sérgio Chicumbe lembrou “não chegamos a ter depois da 2ª vaga zero casos, mas houve uma redução muito importante no número de casos e sempre dissemos que havia alguma transmissão residual, e é fácil a partir dessa transmissão residual comunitária haver um reacender de transmissão porque as pessoas tendem cada vez mais a relaxar na implementação das medidas preventivas já sobejamente conhecidas”.

“Em Tete especificamente as investigações ainda decorrem mas em termos gerais se compreende que mesmo surtos ocorridos em algumas empresas específicas em Tete tem conexão com indivíduos vindos da comunidade para prestação de serviços (…) há sim uma situação de maior transmissão, aconteceram eventos sócio-económicos importantes em Tete e há sim empresas específicas que tem um aumento de casos”, revelou o Dr. Chicumbe.

“É muito importante que reforcemos as medidas de Saúde Pública”

Relativamente ao desconhecimento das novas variantes em circulação em Moçambique, para além daquela que impulsionou a 2ª vaga, o Director Nacional para a Área de Inquérito e Monitoria de Saúde enfatizou “não é a variante Alpha, Beta, Gama ou Delta que vai determinar as medidas de controlo de Saúde Pública, mais do que os resultados sobre as variantes é muito importante que reforcemos as medidas de Saúde Pública em implementação nesta fase em que a situação ainda é heterogénea e não é altamente disseminada a transmissão no nosso país”.

O Boletim Epidemiológico do MISAU indica que nas últimas 24 horas foram diagnosticados 30 novos indivíduos com o SARS-CoV-2, todos em resultado de transmissões locais e todos moçambicanos, elevando para 71.568 o cumulativo de casos positivos registados em Moçambique, desde Março de 2020.

Os novos infectados foram detectados sete na Cidade de Tete, seis na Cidade da Matola, cinco na Cidade de Maputo, cinco na Cidade do Xai-Xai, dois no Distrito de Inhassoro, um no Distrito de Marracuene, um no Município de Boane e um no Distrito de Mecanhelas.

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