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Coqueiros dizimados por “doença ainda desconhecida” na Zambézia

Uma doença ainda desconhecida está a dizimar novas plantas de coqueiros na Zambézia, plantadas em áreas afectadas pela doença de amarelecimento letal daquela espécie e que resultou na morte de milhares de unidades.

Técnicos da Direcção Provincial da Agricultura da Zambézia estão a ser despachados para as regiões afectadas, segundo o respectivo director, Ilídio Bande, falando ao Correio da manhã esta quarta-feira em Quelimane, indicando que a maioria das plantas afectadas é do sector familiar.

“Não sabemos que doença é e se é a mesma que está a dizimar coqueiros ou se é outra diferente”, explicou Bande.

O fenómeno está a ocorrer com maior incidência nos distritos costeiros da Zambézia, nomeadamente, Chinde, Inhassunge, Quelimane, Nicoadala, Namacurra, Pebane, propagando-se até à província vizinha de Nampula.

Prejuízos

Quanto a prejuízos causados pela doença de amarelecimento letal do coqueiro, na Zambézia, Ilídio Bande estimou em menos de um terço da produção global do coco da província da Zambézia que conseguia antes da eclosão da epidemia.

“São enormes os prejuízos que estamos a ter devido à doença, mas estamos a lutar por forma a estancá-la”, jurou Bande, sem avançar dados estatísticos da produção atingida antes e a que a província está a ter agora.

O problema da morte das novas plantas do coqueiro foi levantado esta terça-feira na localidade de Macuse, distrito de Namacurra, por camponeses locais em comício orientado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, que terminou a sua “presidência aberta e inclusiva” àquela região durante a qual esteve em cinco localidades dos distritos de Mopeia, Namacurra, Ile, Gilé e Mocuba.

No comício, os camponeses também levantaram problemas de comercialização agrícola e da falta de instituições bancárias e de telefonia móvel.

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