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COP 21: Países prometem acções para conter a mudança no clima, mas obstáculos permanecem

Quase todos os países presentes na Cimeira do Clima em Paris, incluindo Moçambique, esboçaram planos para lutar contra o aquecimento global além de 2020, num sinal positivo para resolver uma série de obstáculos durante o encontro, que começa na próxima segunda-feira, informou o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius.

Até este momento, 183 de 195 países apresentaram planos de longo prazo para enfrentar as mudanças climáticas, considerados os passos iniciais para construir um acordo. Mais de uma dezena incluíram as suas propostas na última semana – entre eles, Sudão do Sul, Kuwait, Iémen e Cuba.

“Isso é radicalmente novo”, afirmou Fabius, durante uma conferência de imprensa, referindo-se ao envolvimento quase universal dos governos, incluindo o de países como Cuba, que estiveram entre aqueles que ajudaram a bloquear um acordo na última fracassada cúpula, em Copenhague, em 2009.

Os governos esperam que a Cúpula termine em um acordo que marque uma mudança decisiva para longe da crescente dependência de combustíveis fósseis e em direcção a energias mais limpas, como a eólica e a solar.

Os planos nacionais, inclusive o compromisso chinês feito em Junho para limitar o crescimento das suas emissões de dióxido de carbono até 2030, cobrem cerca de 95 por cento das emissões mundiais, informou as Nações Unidas.

O ministro francês afirmou que o grande números de planos apresentados é encorajador para a conferência, que terá a presença de aproximadamente 140 líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, e o presidente chinês, Xi Jinping. Moçambique estará representado pelo primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, em representação do Chefe de Estado.

A chanceler alemã, Angela Merkel, líder da maior economia europeia, mostrou satisfação com o compromisso feito pela China. Mas afirmou que as metas propostas não são suficiente para limitar o aumento das temperaturas globais aos dois graus estabelecidos pela ONU como tecto para evitar enchentes, extinção de animais e plantas e o aumento do nível do mar. “Isso significa que precisamos de um processo de acompanhamento e que essas metas precisam ser, no meu ponto de vista, obrigatórias”, afirmou a chanceler.

OBSTÁCULOS

O ministro francês afirmou que ainda se mantém uma série de obstáculos para serem negociados na conferência da próxima segunda-feira, que vão do financiamento para desenvolvimento das nações para além da meta de 100 biliões por ano até 2020 até como definir uma meta de longo termo para substituir os combustíveis fósseis ainda neste século. “Existem elementos positivos e outros que ainda precisam ser resolvidos”, disse o ministro.

A Cimeira acontecerá no meio de um forte esquema de segurança depois dos ataques do Estado Islâmico em Paris há duas semanas que mataram 130 pessoas. Mesmo no sábado, as verificações de documentos eram feitas com mais detalhes do que normalmente nas conferências da ONU.

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