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Conhecidos vencedores do concurso “Eu Tenho um Sonho”

Sonhos para mudar Moçambique!

Francisco Joaquim Pedro Chuquela, Georgina Deodato Fuel e Orlando José Penicela Júnior são os três vencedores do Concurso “Eu Tenho Um Sonho”, recentemente promovido pela Embaixada do Governo Americano, no país.

De acordo com a Embaixada do Estados Unidos, o concurso Eu tenho Um Sonho promovido por aquela instituição governamental, no semestre passado, foi acorrido por mais de 70 jovens moçambicanos. O mesmo tinha como objectivo explorar as perspectivas, os sonhos, bem como a visão dos moçambicanos em relação à sua vida social do seu país.

Além de fazer um retracto da vida sociopolítica, económica e cultural de Moçambique, inspirados do discurso I Have a Dream de Martin Luther King Jr., nos seus discursos, Francisco Joaquim Pedro Chuquela, Georgina Deodato Fuel e Orlando José Pedro Penicela Júnior que, respectivamente, se posicionaram em primeiro, segundo e terceiro lugar aproveitaram a oportunidade para expressar os seus sonhos em relação à construção de um país melhor e de justiça social.

Francisco Chuquela

Por exemplo, no seu sonho, Francisco Chuquela que é estudante de literatura considera: “Eu tenho um (….) que a diferença entre pessoas estará simplesmente nos nomes, não nos padrões de vida. Os filhos dos governantes e dos governados vão frequentar o mesmo sistema de educação. Os hospitais terão mesmas clínicas para ministros e camponeses”.

“(…) um sonho em que a equidade vai substituir o favoritismo na oferta de oportunidades. A verdade vai substituir a camaradagem na justiça. A transparência vai substituir a manipulação na exploração dos recursos do país. No meu sonho, o património colectivo vai servir a colectividade, não grupos restritíssimos”.

CLIQUE AQUI PARA LER TODO O SONHO DO FRANCISCO.

Georgina Deodato

Por sua vez, no seu sonho, Georgida Deodato que é estudante de Direito fala como mulher para considerar que “quero viver em um país, em que não sou tratada como um ser humano de segunda categoria, um ser humano de capacidades limitadas, e do qual não se pode esperar muito! E no nosso país, os costumes, a tradição e a família constituem dos factores mais relevantes na distorção da apreciação objectiva das capacidades da mulher…as famílias tem a concepção de que o lugar das meninas é em casa, primeiro ajudando a mãe nas tarefas domésticas…e mais tarde cuidando do marido e dos filhos!”.

CLIQUE AQUI PARA LER TODO O SONHO DE GEORGINA

Orlando Penicela

“Às vezes, divagando pelo íntimo meu espírito, eu me pergunto: Porquê a liberdade, a igualdade e a fraternidade seriam tão atractivas ao homem contemporâneo a ponto de mover Revoluções e configurar Constituições á escala universal?”, é com esta pergunta que Orlando Penicela introduz o seu discurso para mais adiante considerar que “(…), nenhuma existência humana digna pode ser garantida fora de uma sociedade livre, igualitária e fraterna. Bem, esta parece uma resposta satisfatória, mas ela abre-me os olhos para uma realidade dura, para qual nenhum de nós pode fazer vista grossa ou ouvidos de mercador: as garantias da nossa condição de cidadãos livres”.

E não lhe faltam argumentos: “Nós, moçambicanos, mais do que herdeiros de um sonho de liberdade, temos o privilégio de ser herdeiros legítimos de uma pátria livre. Sim, digo que somos herdeiros porque, era suposto que os frutos desta sublime herança, fossem usufruídos por todos os filhos da nação moçambicana, em princípio libertados pelo efervescente sangue negro derramado como preço da nossa identidade.

Mas, a liberdade pode ser uma herança. E como todas as heranças, ela pode cair em mãos erradas impedindo que os seus legítimos beneficiários a recebam e dela usufruam. Receio que esse tenha sido o lamentável destino das aspirações dos homens e mulheres dos 500 anos de resistência e do sonho dos heróis dos 10 anos de luta.”

CLIQUE AQUI PARA LER TODO O SONHO DE ORLANDO

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