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Comité de Política Monetária reduz taxas directoras

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO), reunido, última Segunda-feira, na sua sexta sessão ordinária, decidiu reduzir a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência (dinheiro que os bancos comerciais pagam ao Banco Central pelos créditos que estes obtêm junto de si) em um por cento (100 pontos base) e o coeficiente de Reservas Obrigatórias (dinheiro que os bancos comerciais depositam no Banco Central para se prevenirem de eventuais choques), em 0,25 por cento (25 pontos base).

Assim, a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência passou de 13,5 por cento para 12,5 por cento ao ano, e o coeficiente de Reservas Obrigatórias de 8,25 por cento para 8 por cento, com efeitos a partir de 7 de Julho próximo.

Por outro lado, o CPMO deliberou manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósito (valor que o Banco de Moçambique paga aos bancos comerciais pelos depósitos que estes efectuam junto de si) em três por cento ao ano e intervir nos mercados interbancários de modo a assegurar que o saldo da Base Monetária não ultrapasse os 36.783 milhões de Meticais (o dólar é cotado a 27.8 meticais), fixada para o final de Junho corrente.

Segundo um comunicado do Banco de Moçambique, o Comité de Política Monetária analisou as tendências de curto e médio prazo da inflação e de outros indicadores macro-económicos do país, tendo verificado que existem condições propícias para manter a postura acomodativa da política monetária, visando maior expansão do financiamento bancário ao sector privado, respeitando os objectivos finais de crescimento económico e inflação estabelecidos para o presente ano.

Esta é a terceira vez que o Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decide reduzir as taxas directoras ao longo deste ano.

Segundo o comunicado do Banco de Moçambique, publicado na página electrónica desta instituição financeira, dados provisórios referentes ao mês de Maio último indicam que a base monetária, variável operacional de política monetária, foi de 32.783 milhões de Meticais, 1.488 milhões de Meticais abaixo das previsões feitas para o período.

Este saldo corresponde a uma expansão de 547 milhões de meticais, 1,7 por cento, face ao mês anterior.

“Esta expansão é explicada pelo incremento agregado de notas e moedas em circulação em 1.024 milhões de Meticais, justificado pelo início das campanhas de comercialização de tabaco, amortecida pela contracção das reservas bancáriaas, em 477 milhões de Meticais”, lê-se no comunicado.

Dados preliminares reportados em Maio último apontam para uma constituição mensal de reservas internacionais líquidas de 104,5 milhões de dólares norteamericanos (USD), par um saldo de 2.259,3 milhões, justificado, essencialmente, pelos desembolsos de fundos externos para o apoio ao Orçamento do Estado, sob a forma de empréstimos, no total de 108,8 milhões USD, compras líquidas efectuadas pelo Banco de Moçambique no Mercado Cambial Interbancário (MCI), no valor de 38,4 milhões USD, e aprovisionamento líquido dos bancos comerciais junto ao Banco de Moçambique num montante de 20,9 milhões USD.

A melhoria de reservas internacionais líquidas foi amortecida por perdas cambiais potenciais de 71,1 milhões USD. Assim, o saldo de reservas internacionais brutas registadas em finais de Maio de 2012 corresponde a cinco meses de cobertura de importação de bens e serviços não factoriais.

No Mercado Cambial Interbancário (MCI), a taxa de câmbios do metical face ao dólar fixou-se em 27,83 meticais no último dia de Maio passado, após 27,53 meticais no fecho do mês de Abril, o que representa uma depreciação nominal, mensal e acumulada de 1,1 por cento e 2,5 por cento, respectivamente, e uma apreciação anual de 6,4 por cento.

Em termos de variação anual e face ao Rand, o metical continua a acumular ganhos nominais de 22,6 por cento.

O diferencial entre as taxas de câmbio médias praticadas pelos bancos comerciais nas operações com a sua clientela e as das cotações no MCI aumentou para 1,17 por cento em Maio, contra os 0,62 por cento de Abril.

O diferencial entre as taxas de câmbio médias das casas de câmbio e as das cotações no MCI abrandou para 3,13 por cento em Maio de 2012, após 4,47 por cento no mês anterior.

Enquanto isso, no Mercado Monetário Interbancário (MMI), as taxas de juro médias dos bilhetes do tesouro continuaram a desacelerar em Maio de 2012, relativamente ao mês precedente, tendo-se fixado em 4,07 por cento, 5,96 por cento e 6,8 por cento para as maturidades de 91, 182 e 364 dias, respectivamente.

A taxa de juro média das permutas de liquidez entre as instituições de crédito reduziu para cinco por cento. Por seu turno, a taxa de juro média dos depósitos pagos pelos bancos comerciais aos aforradores para maturidade de um ano fixou-se em redor dos 12,84 por cento em Abril.

A taxa de juro média de empréstimos concedidos pelas mesmas instituições aos seus clientes para igual maturidade foi mantido em cerca de 22,97 por cento em Abril, enquanto a “prime rate” média do sistema se posicionou em 18,93 por cento.

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