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Combatentes pró-Ouattara chegam à capital da Costa do Marfim

As forças leais a Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como o vencedor das presidenciais de Novembro na Costa do Marfim, entraram esta quarta-feira na capital do país, Yamoussoukro, após três dias de confrontos. A chegada à capital foi confirmada por vários residentes. Laurent Gbagbo, o presidente cessante, tem recusado abandonar o poder desde o escrutínio de Novembro cuja vitória é atribuída a Ouattara e agora apelou a um cessar-fogo.

“Vimos as forças republicanas circular em veículos 4×4 na cidade. Pouco depois deixámos de ver as forças de defesa e segurança” (FDS), contou um habitante da capital à AFP, por telefone, referindo-se às tropas leais a Gbagbo. “Vi muitos FDS abandonar o seu veículo e fugir”, adiantou outro morador na região.

Em Yamoussoukro ouviram-se tiros ao início da tarde e ainda não era claro se as forças leais a Ouattara tinham tomado conta daquela cidade de 150 mil habitantes. Na última madrugada houve também um intenso tiroteio em Bouafle e violentos confrontos em Tiebisso, duas cidades já próximas da capital. Apesar de Abidjan ser a maior cidade do país, a tomada de Yamoussoukro representa uma vitória simbólica para as forças de Ouattara.

Segundo as Nações Unidas, os confrontos no país já causaram a morte de pelo menos 462 pessoas desde Dezembro. A ONU atribuiu a vitória nas eleições a Ouattara e denunciou que, nos últimos dias, houve ataques em Abidjan perpetrados por grupos leais ao Presidente cessante, mas Gbagbo tem-se mantido inflexível na sua decisão de não abandonar o poder.

O Norte do país está controlado sobretudo por forças leais a Ouattara, que têm ganho terreno nos últimos dias e que também já assumiram o controlo, a Ocidente, das cidades de Daloa e Duekoue, onde milhares de pessoas procuraram refúgio num complexo ligado à Igreja para escapar aos confrontos, adiantou a BBC.

O país está dividido entre as duas facções e os apoiantes de Ouattara defenderam em comunicado que estão esgotados “todos os meios pacíficos” para pôr fim à crise.

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