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Coluna

Olá a todos e em especial ao camarada Adérito que me dispensou este canto para contribuir com algumas opiniões de verdade sobre j@azz. Espero sinceramente não disparatar Este deve ser um espaço dedicado ao j@zz e afins.

Toda a gente que ouve música sabe que o j@zz é uma forma de expressão musical que está directamente ligado ao povo americano; mais ainda aos afro-americanos (americanos pretos – discurso directo). Hoje, no entanto, existem outras correntes jazzisticas, que pela sua forma orgânica e sonoridade estão intrinsecamente ligadas as raças que interpretam tal corrente, como por exemplo o Jazz latino e jazz europeu, só para citar alguns. Não pretendo ser racista de forma nenhuma, pretendo somente chamar ou dar nome as coisas. Porque estamos nas portas das eleições presidenciais americanas, neste minha estreia numa publicação jornalística do género, quero fazer uma ponte entre dois pontos que em princípio não podem ter que ver um com outro, que são eles: Política e Música. Porquê falar de política numa coluna destinada a conversar sobre jazz?

Porque nos EUA está prestes acontecer um fenómeno: está eminente a eleição de um presidente Preto (Afro-americano!), então vale a pena fazer aqui uma pequena referência ao possível acontecimento, visto que a verificar-se será um marco histórico, pois presidentes brancos nos EUA já não são novidade; pela Whitehouse, até já passou um tal que admitiu ter fumado uma bumes (ganzas) e sabe-se lá o quê mais, e que na hora do coffebreak se dava ao luxo a umas luxúrias na sala oval.

Ouvi num discurso, emocionante do Obama – rima com o dito terror Osama – em que o próprio dizia que as eleições que se avizinham não eram sobre a pessoa dele (facto de ser Preto) mas sim sobre o destino dos americanos, no sentido de auto afirmação dos valores de cidadania etc e tal; bem, aquele blá, blá, blá politico- filosófico que todos nós conhecemos.

Pergunto: Será que América esta mesmo pronta e aberta para receber um presidente preto?

A minha resposta é cinzenta, isto é, nem preto nem branco, pois existe um factor chamado capital (dinheiro), que determina quem pode ou não fazer algo.

O que é que a música, e neste caso o Jazz tem que ver com isto? Well, esta forma de expressão cultural, com ascendências seculares, derivado dos blues, dos cânticos negros e tudo o resto que tenha a ver com o espiritual, dificilmente conseguiu encontrar aceitação e reconhecimento como uma forma de cultura e identidade americana. Porquê? Era apelidada como “ aquela música que os pretos tocam com umas cornetas e fazem umas danças tipo primatas”. Mas porque, felizmente, surgiu um wise man, com dinheiro (capital), mobilizou todos os recursos necessários que culminou naquilo que é hoje o (re)conhecimento, aceitação, divulgação do que é o jazz.

Jazz é de entre outras coisas: Mood Indigo – Duke Ellington; Better Get Hit In Your Soul – Charles Mingus; A Love Supreme. Quero, neste espaço, falar sobre estes SENHORES, ir mais para trás sempre que assim o desejar e ir mais a frente para fazer referência a EST – Esbjorne Sevenson Trio. Jazz novo, jazz puro, jazz muito nice. Até breve. ABC – Abraços, Beijos e Carinhos.

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