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CIP e @Verdade de mãos dadas em prol da transparência

O Jornal @Verdade e o Centro de Integridade Pública (CIP) rubricaram, nesta quarta-feira, dia 30 de Janeiro, um memorando de entendimento com vista a estabelecer sinergias institucionais para a cobertura eleitoral autárquica em 2013. O acordo foi celebrado numa altura em que a opinião pública anda apreensiva devido ao atraso na promulgação da Lei Eleitoral por parte do Presidente da República.

A parceria entre ambos visa proporcionar uma monitoria abrangente e eficaz do processo eleitoral de 2013, através da articulação de esforços “em prol de um processo eleitoral livre, transparente e justo”.

Refira-se, contudo, que a rede de jornalistas do CIP vai trabalhar em articulação com os correspondentes populares do @Verdade, em todos os locais onde irão decorrer eleições autárquicas.

Como parte destes esforços, procurar-se-á integrar, na medida do possível, os correspondentes populares no processo de formação dos profissionais de informação que fazem parte do CIP. As partes vão estabelecer e gerir conjuntamente uma “Redacção”, em princípio baseada nos escritórios do @Verdade.

Tendo, portanto, em conta que o CIP é um actor com créditos firmados na área da cobertura eleitoral, mas com limitada capacidade para abranger todo o território nacional e que @Verdade é um grupo de Media com forte presença nos meios rural e urbano, através dos correspondentes populares, as partes decidiram trabalhar em conjunto no processo que se avizinha.

Com esta relação, o CIP passará a dispor de toda a rede de cidadãos repórteres do @Verdade. Para além disso, o CIP e o @Verdade unirão esforços de modo a cobrir todo o território nacional.

O director do CIP, Adriano Nuvunga, fez saber que “a parceria poderá contribuir para um trabalho de monitoria pujante e eficaz do processo eleitoral”, mas que encerra “desafios” aos quais “os parceiros darão resposta adequada”.

Por seu turno, Erik Charas, director geral do @Verdade, pensa que “a importância dos cidadãos não pode ser menosprezada na monitoria de qualquer processo eleitoral. Este acordo serve para potencializar os nossos níveis de cidadania activa”.

Charas disse ainda que espera que o trabalho do @Verdade e o CIP sirvam para gerar cidadãos “firmes e que actuam de forma a salvaguardar a verdade nas urnas”.

“Os moçambicanos precisam de sentir que vivem numa sociedade em que a liberdade não é uma palavra vã”, concluiu.

 

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