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Cimeira extraordinária: Guebuza já se encontra em Mbabane

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, chegou esta tarde à Mbabane, capital do Reino da Swazilândia, onde vai participar numa Cimeira extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), a ter lugar na Segunda-feira, para debater soluções para a crise económica do Zimbabwe e a instabilidade política que se instalou em Madagáscar.

Este encontro foi convocado na sequência da última reunião do Conselho de Ministros da SADC, realizada em Fevereiro último na Cidade de Cabo, Africa do Sul, e que recomendou a realização de uma “Cimeira Extraordinária” para debater um pacote económico para a revitalização da economia zimbabweana.

Segundo o Secretário Executivo da SADC, o moçambicano Tomaz Salomão, o pacote económico zimbabweano indica a necessidade de um montante calculado em cerca de dez biliões de dólares norteamericanos, sendo um bilião para o apoio directo ao orçamento do Estado, outro bilião sob forma de linhas de credito, sendo os oito biliões remanescentes para o apoio ao desenvolvimento e reabilitação de infra-estruturas.

Um dos maiores desafios para a região e’ a mobilização deste montante. “A cimeira terá que decidir donde é que o dinheiro virá”, sublinhou Salomão, hoje em Mbabane, falando a imprensa moçambicana.

A região também se depara com uma turbulência política na Ilha de Madagáscar, que também será um dos pontos da agenda da cimeira. Com efeito, a Troika da SADC, órgão de Politica, Defesa e Segurança, mandatou o secretário executivo para uma missão em Madagáscar.

Salomão trabalhou durante três dias naquele país para produzir um relatório que será apresentado na cimeira extraordinária de Segunda-feira.

Madagáscar continua numa situação instável, com um governo inconstitucional e ilegal no poder, que a SADC insiste não reconhecer.

“A tensão ainda é elevada naquele país. O que a SADC quer manter-se firme na sua decisão (suspensão do Madagáscar na SADC) enquanto não for reposta a ordem constitucional”, indicou Salomão.

Frise-se que a SADC não convidou Andry Rajoelina, que se auto proclamou Presidente do governo de transição naquela ilha do Oceano Indico, na sequência da destituição ilegal de um presidente eleito.

“Não creio que Madagáscar esteja presente na cimeira porque este país nem se quer foi convidado”, sublinhou Tomas Salomão.

Em todo o caso, Salomão até prefere que Madagáscar não se faça presente em Mbabane, justificando que “neste caso ate é melhor que não esteja presente para que a cimeira discuta o assunto à vontade e
possa fazer as recomendações que bem entender”.

O Secretário Executivo disse ainda que nem o deposto Presidente Marc Ravalomanana foi convidado, mas acredita que a sua possível presença em Mbabane poderá facilitar muito já que a cimeira poderá, eventualmente, querer ouvi-lo.

A fonte declinou confirmar se Ravalomanana teria solicitado ou não asilo político no Reino da Swazilândia.

“Da última vez que eu falei com ele telefonicamente, Ravalomanana encontrava-se na Africa do Sul”, disse
Salomão.

À excepção do Madagáscar, todos outros países membros da SADC confirmaram já a sua presença na Cimeirade Mbabane.

 

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