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Cientistas descobrem novos fatores genéticos para calvície

Cientistas descobrem novos fatores genéticos para calvície

Dois estudos independentes publicados na edição dessa semana da revista científica Nature Genetics sugerem novos fatores genéticos que influenciariam a calvície masculina. Segundo as pesquisas da Universidade de Bonn, na Alemanha e do King’s College, em Londres, há uma estreita relação entre a calvície e a ocorrência de duas variantes genéticas do cromossomo 20.

Dois estudos independentes publicados na edição desta semana da revista científica Nature Genetics sugerem novos factores genéticos que influenciariam a calvície masculina. Segundo as pesquisas da Universidade de Bona, na Alemanha e do King’s College, em Londres, há uma estreita relacção entre a calvície e a ocorrência de duas variantes genéticas do cromossomo 20.

De acordo Tim Spector, que coordenou o estudo inglês, 14% dos homens possuem as duas variantes, que aumentam em até sete vezes o risco de desenvolver a calvície antes dos 40 anos. Ele afirma ainda que os pesquisadores já possuem uma ferramenta capaz de diagnosticar a tendência para a perda de cabelos antes dos 50 anos. Segundo ele, a possibilidade de prever a calvície pode estimular o desenvolvimento de novos medicamentos de prevenção.

Genética

Estudos anteriores já haviam demonstrado que variações no gene que codifica o receptor de androgênio, carregado no cromossomo X, herdado da mãe, afetariam a calvície masculina.

O segundo fator genético identificado pelos cientistas – as variantes do cromossomo 20 – indicam que a calvície pode ser também herdada do pai, já que os homens possuem duas cópias desse cromossomo, uma herdada do pai e uma da mãe. Os pesquisadores alemães – que haviam identificado a influência do androgênio – realizaram análises no DNA de 300 homens que sofriam de calvície e identificaram duas posições que frequentemente demonstravam uma relação clara com a calvície. Uma delas era o cromossomo X e a segunda, as duas variantes do cromossomo 20. “Já sabíamos, através de estudos anteriores, que esse receptor estava relacionado com a perda de cabelos, mas a segunda região era nova”, disse Axel Hillmer, que participou do estudo da Universidade de Bonn.

Causas

Spector ressalta que, apesar de terem identificado a influência da variante genética do cromossomo 20 na calvície, eles ainda não conseguiram indicar os mecanismos dessa relação. “Outra coisa é entender como esses genes funcionam, o que poderia ser usado na descoberta de novos alvos para a terapia genética, capazes de atingir o folículo capilar”, disse o pesquisador. Para Felix Brorckschmidt, que coordenou o estudo alemão, é preciso “tentar descobrir o papel dessa região do DNA no crescimento dos cabelos”. “Somente assim poderemos saber se estamos no caminho certo na busca por novas formas de tratamento para calvície masculina”, disse. O professor Van Randall, do Centro para Ciências da Pele na Universidade de Bradford, na Inglaterra, afirma que as pesquisas são interessantes. “A calvície masculina tem um forte aspecto hereditário e entender esse processo pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos e novas formas de tratar a perda de cabelos”, disse.

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