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Cidade de Nampula parou para testemunhar encerramento da Campanha de Guebuza

A cidade de Nampula parou domingo para testemunhar o encerramento da campanha da Frelimo e do seu candidato presidencial, Armando Guebuza, com vista as eleições gerais e para as assembleias provinciais da quarta-feira.

Com efeito, milhares de pessoas, entre militantes e simpatizantes da Frelimo, transformaram a cidade de Nampula em palco de muita cor e vida, tudo a volta do encerramento oficial da campanha eleitoral, que vinha decorrendo no país desde 13 de Setembro último.

A grande festa da família do partido do “batuque e maçaroca” começou no Aeroporto Internacional de Nampula que foi pequeno para acolher tanta gente ávida de receber Guebuza, que escolheu a “capital do Norte” para encerrar a sua campanha, que se saldou em 75 comícios, 36 reuniões com líderes influentes na vida social, política e económica, entre outros encontros.

Ao longo do percurso de cerca de três quilómetros que vai desde o aeroporto até ao local do comício (Caminhos de Ferro), podia se ver uma fila enorme de viaturas e pessoas, uma situação que levou Guebuza a afirmar que “dá-me a impressão de que toda a província de Nampula esta aqui”.

Discursando no acto de encerramento oficial, Guebuza, que durante 45 dias de campanha escalou 64 distritos, 13 postos administrativos, entre outros locais, disse que o processo foi um momento de festa prolongada e de convívio da família moçambicana, pois os que gostam de tumultos e desordem não encontraram espaço para tal.

Esta campanha, segundo o candidato da Frelimo, foi exemplar porque, mais uma vez, os moçambicanos demonstraram que a única alternativa a paz é a própria paz. “Obrigado por esta lição de paz e convivência democrática”, disse Guebuza, naquela cerimónia, que foi abrilhantada por actividades culturais, religiosas e de evocação dos antepassados. Para Guebuza, durante os 45 dias de campanha foi disseminada por milhares de compatriotas a mensagem de que a pobreza é um flagelo que deve ser combatido por todos.

A anteceder Guebuza, usou da palavra o Secretário-geral da Frelimo, Filipe Paunde, que frisou que em todos os locais por onde o candidato do partido passou foi recebido com entusiasmo, o que espelha a sua popularidade no seio das massas. Em todos esses locais, segundo Paunde, Guebuza recebeu voto de confiança de militantes e da população no geral. Sobre a forma como Guebuza dirigiu o país no último mandato, Paunde disse que foram cinco anos de maravilhas testemunhadas por todo o povo.

“Queremos que estas maravilhas continuem nos próximos cinco anos”, sublinhou Filipe Paunde. Por seu turno, a Esposa de Guebuza, Maria da Luz Guebuza, também se dirigiu a grande moldura humana que acorreu a zona dos Caminhos de Ferro, em Nampula, para pedir que todos votassem a favor de Guebuza e no partido Frelimo.

Neste quinquénio prestes a terminar, Maria da Luz Guebuza ajudou incansavelmente o candidato presidencial da Frelimo, deslocando-se a zonas recônditos do país, para incutir a autoestima, cultura de trabalho, combate a corrupção e na busca de melhores formas de tirar os moçambicanos da pobreza. Antes destas intervenções, alguns populares usaram da palavra para testemunharem os feitos de Guebuza e pedirem ao eleitorado para que vote nele e na Frelimo.

Alberto Adriano, da cidade de Nampula, pediu voto para Guebuza e Frelimo afirmando que domingo, mais do que nunca, o campo e a cidade estão desenvolvendo de forma equitativa. “Esta liderança tem de continuar”, afirmou Adriano. Um outro popular prognosticou uma vitória da Frelimo e Guebuza nas eleições de quarta-feira.

De acordo com ele, para alem de uma vitória “esmagadora” de Guebuza, a Frelimo vai conquistar 200 dos 250 assentos disponíveis na Assembleia da República (AR), o Parlamento moçambicano. Em 2004, a Frelimo conquistou 160 assentos.

Por outro lado, a Rainha Wahala, de Murrupula, pediu voto a favor de Guebuza e da Frelimo, afirmando que confiar no filho desta província (Guebuza é natural do distrito de Murrupula) é garantir o sucesso da luta contra a pobreza. “Se nos descuidarmos, passaremos mal, porque o país cairá nas mãos de aventureiros”, alertou Wahala.

Nampula é juntamente com a província da Zambézia os maiores círculos eleitorais do país.

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