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Chuva que inundou Maputo quase não aumentou água no rio Umbeluzi

Os cerca de 100 milímetros de precipitação que caíram entre domingo(15) e segunda-feira(16) na cidade e província de Maputo, inundando várias estradas e residência, e até causando a morte de três pessoas, quase não aumentaram a água disponível no rio Umbeluzi.

Antes da chuva forte chegar o nível do rio – de onde provém a água que é bebida nas cidades de Maputo, Matola e Boane -, estava nos 2,02 metros. Nesta segunda-feira(16) o nível do Umbeluzi, em Goba, apenas aumentou para 2,41 metros.

Paralelamente a quota da barragem dos Pequenos Libombos, onde é retida e gerida a água proveniente da montante, que estava 32,88 metros subiu somente para 32,94 metros, longe dos 47 metros que correspondem ao nível pleno de armazenamento.

A explicação para a chuva que inundou as principais, e também as secundárias, vias de acesso à cidade e província de Maputo deixando mais uma vez a nú a má qualidade das obras públicas não ter enchido o rio Umbeluzi deve-se ao facto da bacia nascer na Swazilândia que enfrenta seca similar a do nosso País e onde não tem chovido com regularidade.

Além dos estragos na capital do País, onde três pessoas perderam a vida após terem sido arrastadas pela corrente da água que corria para a vala da praça 16 de Junho, a chuvas fortes inundaram várias habitações e outras infra-estruturas na zona baixa da cidade de Xai-Xai.

Na província de Inhambane, onde também se registou forte precipitação, vários campos agrícolas ficaram submersos e em alguns locais da cidade da Maxixe e na vila de Inharrime a água aumentou os problemas de erosão existentes. “Prevê-se risco de ocorrência de inundações nas áreas ribeirinhas das bacias de Inhanombe e Mutamba. A transitabilidade entre Homoine-Lindela, Lindela-Inhambane cidade, poderá ser condicionada”, indicam as autoridades que gerem os recursos hídricos.

Em contraponto no Centro do País a regiões ribeirinhas dos rios Save, Búzi e Púngoè estão perto do alerta de cheias. O boletim hidrológico nacional prevê para as próximas 72 horas, na bacia do Púngoè, a “continuação da subida do nível em Gorongosa e Mafambisse, podendo a estação de Mafambisse manter o nível acima do alerta, sem impactos significativos. Para a bacia do Búzi, prevê-se subida do nível em Goonda e Estaquinha. A travessia através do batelão entre Guara-Guara e Bandua manter-se-à condicionada e a transitabilidade entre Guara-Guara e Nova Sofala manter-se-à interrompida”.

“Para a bacia do Save prevê-se a subida do nível na estação da Vila Franca de Save, podendo atingir o alerta, sem impactos significativos”, indica ainda o documnto da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos.

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