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Chiquinho na mó de cima

Chiquinho Conde deu mais uma lição na sua segunda época como treinador do Ferroviário. O Atlético Muçulmano, um adversário que já foi difícil de bater, juntou-se num bloco baixo, a locomotiva bocejou durante uma hora mas despertou na medida certa. Ítalo, o récem-contratado, marcou o único golo da partida.  

O Ferroviário foi medíocre, mau até, durante largo período. A vitória disfarça uma exibição sem carburar dos locomotivas, antes do minuto 25, o momento de viragem. Os campeões cresceram, ameaçaram esmagar o último classificado, mas ficaram sempre demasiado perto da mediania. À medida das necessidades.

Aceleremos o filme de jogo para o minuto 38. Danito Parruque cruza no enfiamento da grande área. Anivaldo fez a sua primeira defesa, mas na recarga Ítalo marcou o primeiro e único golo do jogo! Até então, mais Atlético, um atrevimento proporcional à falta de inspiração do Ferroviário de Maputo, com insatisfação crescente nas bancadas. Desta vez, o problema não era Mavó. O meio-campo falhava, a defesa também, Sonito idem. Uma espiral de equívocos. Resta pouco ou nada para contar sobre aquela etapa inicial.

A festa de Chiquinho Conde, a celebração da quarta vitória, começava mal. A música não encantava os presentes e apenas um convidado, indesejado por sinal, dançava com deleite. O Atlético, arrumadinho e surpreendente, estudara bem a sua lição.

O espectador desinteressado olhava para o espectáculo com sobranceria. Ao intervalo, multiplicavam-se os bocejos. Os pessimistas faziam contas à vida e temiam uma metade, a segunda, ainda mais enervante. Poucas soluções no banco, clausura natural do adversário, nervos a acompanhar os ponteiros do relógio.

Estes factos ajudaram a reflectir uma segunda parte superior do Atlético, penalizado pelo desacerto na finalização. O Ferroviário, esse, mostrou uma incapacidade gritante de criar situações de golo, mas marcou numa das raras ocasiões que criou. O que é um elogio à vontade mostrada. Mesmo que o resultado final seja demasiado simpático.

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