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China tenta sem sucesso impedir a divulgação de informações

A China não conseguiu bloquear totalmente a saída de informações e imagens procedentes de Xinjiang depois dos distúrbios do domingo passado, algumas das quais difundidas nos sites Twitter e YouTube da rede, tal como aconteceu recentemente com as manifestações no IrãO.

As autoridades chinesas tentaram filtrar da rede o material relacionado com as violências que explodiram no domingo à noite em Urumqi, a capital regional, deixando pelo menos 140 mortos e centenas de feridos, segundo um último balanço oficial Mas estes elementos suprimidos reapareceram em sites com provedores fora da China, enquanto o Twitter transmitia imagens para todo o planeta. Nesta segunda não era possível ter acesso na China a páginas de sites de relacionamento, assim como com o YouTube.

Os principais motores de busca chineses não mostravam qualquer resultado para a consulta “Urumqi”. Mas, assim como no IrãO no mês pasado, as informaciones sobre Urumqi vazaram para sites sociais, de imagens e o Twitter no exterior. Um internauta, que se apresentou como um universitário americano, parece ter sido o primeiro a informar sobre os distúrbios através do Twitter, ao anunciar, antes dos meios de comunicação tradicionais, que as forças de segurança estavam A bloqueae as estradas, e mais rapidamente ainda interrompendo as comunicações através de celulares e dos SMS.

Finalmente, 12 horas depois do anúncio na internet, a televisão oficial exibiu nesta segunda as primeiras imagens das violências, com muitas pessoas ensanguentadas, carros em chamas e saques. Alguns internautas chineses conseguiram burlar a censura para dar sua opinião, como a autora do blog Wen Ni’er, que consegui manifestar-se num site do Google, depois de várias tentativas frustradas.

“Os sites na China continental apagaram sistematicamente meus textos, o que viola a lei chinesa e meus direitos e liberdade. Quero dizer até que ponto estou enojada expressar minha condenação por tais atitudes”, escreveu.

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