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China oferece material não letal às Forças Armadas da Defesa de Moçambique

O governo da China, através da sua embaixada em Maputo, fez, segunda-feira, a entrega de diverso equipamento não letal às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no âmbito das relações de cooperação militar entre os dois países.

O equipamento, composto por tecidos para a confecção de uniforme militar, botas, cobertores, mochilas, capas de chuva, entre outro material de grande utilidade para as actividades das forças armadas moçambicanas, está avaliado em cerca de 10 milhões de yuans, o equivalente a 1.5 milhões de dólares norte-americanos.

A oferta insere-se no quadro do acordo rubricado, em 2009, entre os dois países, aquando da visita do Ministro moçambicano da Defesa Nacional, Filipe Nhussi, à China.

Este equipamento vem responder, de certa forma, alguns dos desafios da estratégia das FADM que, entre outras componentes, inclui a introdução de uniforme padronizado concebido para os três ramos das forças armadas, nomeadamente, Força Aérea, Marinha de Guerra e Exército. Aliás, parte do equipamento entregue vem com indicação explícita do ramo a que o mesmo se destina.

Falando na ocasião, Nhussi recordou que as relações militares entre Moçambique e a China são históricas e essa tradição nunca foi esquecida, sendo que o equipamento recebido está dentro da assistência técnica e militar que aquele país asiático tem vindo a conceder as forças armadas moçambicanas.

Segundo Nhussi, a par da necessidade de melhoramento de infra-estruturas militares que constitui uma das grandes prioridades actuais do Ministério da Defesa, este continua a apostar fortemente no capital humano, inclui a provisão de meios logísticos.

“Este apoio será valorizado”, afirmou o Ministro da Defesa, que juntamente com embaixador da China em Moçambique, Huang Songfu, testemunhou o acto formal de entrega do equipamento as FADM.

Por sua vez, o diplomata chinês considerou a oferta “mais uma demonstração da amizade existente entre Moçambique e China”, que data desde o período de luta armada contra o colonialismo em Moçambique.

Songfu disse acreditar que o equipamento ajudará as FADM no cumprimento da sua sagrada missão de defesa da soberania e de manutenção da paz e estabilidade. Geograficamente, segundo ele, Moçambique e China estão distantes um do outro, mas, “sentimentalmente, estão bem próximos”.

O termo de entrega e recepção do material foi rubricado pelo adido militar da China em Moçambique, Yang Tao, e pela Directora Nacional da Logística e Finanças no Ministério moçambicano da Defesa, Margarida Mapapai.

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