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China ataca Dalai Lama invocando Abraham Lincoln

A política chinesa no Tibete está inspirada nos princípios e na acção de Abraham Lincoln, que em 1862 aboliu a escravidão nos Estados Unidos, declarou na quinta-feira em Pequim o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, a três dias de uma visita do presidente americano, Barack Obama.

Antes de seu exílio, o Dalai Lama reinava em uma “sociedade escravagista e feudal”, disse o porta-voz chinês Qin Gang, ao destacar que o presidente americano Lincoln se destacou por sua acção em favor da unidade dos Estados Unidos no momento da guerra civil e pela abolição da escravidão.

“Em um de seus discursos, o presidente Obama destacou sua gratidão ao presidente Lincoln, indicando que, sem ele, não teria sido o primeiro presidente negro dos Estados Unidos”, declarou Qin Gang à imprensa.

“Enquanto presidente negro, Obama conhece a importância da abolição da escravidão, o significado das actividades do presidente Lincoln”, disse o porta-voz.

“Em 1959, a China aboliu o sistema feudal que existia sob o reinado de Dalai Lama, como Lincoln havia abolido a escravidão. No fundo, são a mesma coisa, portanto esperamos que o presidente compreenda melhor a posição chinesa contra as actividades separatistas de Dalai Lama”, acrescentou o porta-voz chinês.

A China é contra o encontro de Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos, exilado desde 1959, e Barack Obama depois da visita à China que o presidente americano realizará de 15 a 18 de Novembro. Obama foi criticado e acusado de ter cedido às pressões da China por não receber o Dalai Lama durante sua visita aos EUA em Outubro passado.

A China considera o Dalai Lama um separatista perigoso, uma acusação rechaçada pelo Prêmio Nobel da Paz tibetano, que reivindica somente uma ampla autonomia para a região do sudoeste da China.

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