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China aposta no carro ‘italinês’ para mudar imagem no mercado

Depois que ‘invadirem’ o mercado de automóveis, as montadoras chinesas agora têm o desafio de melhorar a imagem de seus carros. Para deixar para trás o rótulo de produto barato, mas com acabamento e a qualidade de peças questionáveis, a táctica dos asiáticos é oferecer mais por menos – além de preços inferiores aos da concorrência, mais itens de série – e investir num design mais global.

Para isso, algumas marcas recorrem à tradição italiana. O resultado dessa parceria é o ‘italinês’: carro baseado no consagrado design europeu, mas com detalhes bem orientais. Como já fizeram outras montadoras europeias e até americanas, as chinesas têm delegado a assinatura de vários dos seus modelos aos mais renomados estúdios de design, como Pininfarina, Bertone e Torino, que se transformaram em referência por desenhar as formas das marcas mais cobiçadas do mundo, entre elas Ferrari, Maserati e Lamborghini.

Desde a antiguidade, os italianos cultivam o belo e buscam a perfeição da forma e da função. Por isso, sempre foram e continuam a ser os melhores quando o assunto é design de automóvel.

A JAC investiu num centro de design em Turim, na Itália, em cooperação com o estúdio Pininfarina, e outro em Tóquio, no Japão, que se dedica ao interior dos carros. O centro em Turim possui tecnologia de primeiro mundo e quase 60 designers de mais de 20 nacionalidades, todas coordenadas pela equipa da Pininfarina.

O hatch do J3 é o primeiro modelo a desembarcar por aqui com a assinatura do centro de design italiano. Esta aposta demonstra que os chineses não estão para brincadeiras e pretendem conquistar a confiança e credibilidade em muito menos tempo do que os japoneses e sul-coreanos.

Assim como os japoneses, que introduziram no mercado os faróis que remetem ao olhar de um samurai, a China também quer impor a sua cultura ao mundo. Até pouco tempo, a maioria dos carros vendidos no mercado chinês era para o transporte de executivos, por isso eles têm a tendência de um padrão mais executivo, com grelha dianteira mais imponente e faróis chamativos, claramente inspirados nos olhos de gueixa.

O interior também traz algumas particularidades. Nos modelos mais luxuosos, peças que imitam madeira são quase uma obrigatoriedade. Os chineses gostam muito da madeira por causa do requinte do material que geralmente é utilizado com metal.

As cabines dos automóveis chineses também são bastante claras e luminosas, independentemente do segmento, com peças claras contrastando com escuras, como é comum nos lares chineses.

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