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Chefe pede exoneracão para encobrir actos ilícitos

João Pilonte Alela, técnico superior afecto ao Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, na cidade de Nampula, foi exonerado na Quinta feira última, das funções de chefe da Sessão Pedagógica, a seu pedido, para encobrir alegadas manobras de tentativa de desvio de fundos destinados ao apoio directo às escolas.

Alela é indiciado de ter enviado várias mensagens, através do seu telemóvel, aos dirigentes das 48 escolas que beneficiam deste fundo, exigindo o pagamento de valores em dinheiro, que variam entre 2000 a 3.500 meticais, consoante o respectivo orçamento. O Apoio Directo ás Escolas (ADE) é um fundo de maneio local desembolsado anualmente pelo governo para reforçar o orçamento das escolas primárias a nível do país para aquisição de diverso equipamento e material escolar.

Alguns dos mencionados dirigentes revelaram ao Wamphula Fax que o chefe da Secção Pedagógica teria ameaçado em cortar a verba referente ao presente ano lectivo às escolas que não cumprissem com as suas orientações. Augusto dos Santos Tauancha, director dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, confirmou o facto, tendo referido que, depois do referido chefe da Secção Pedagógica se aperceber que o assunto havia chegado ao conhecimento dos seus responsáveis hierárquicos, emitiu uma carta a solicitar a sua exoneração do cargo alegando problemas de saúde.

No uso das suas competências, Tauancha diz ter acedido ao pedido e consequente afectação do visado no Instituto de Formação de Professores de Nampula e sua substituição, nomeou Belarmino Pedro de Sousa. Ao abrigo do mesmo despacho, foram exonerados Celestino Maua, que exercia as funções de chefe dos Recursos Humanos, e Fernando Serro, que velava pela área de assuntos jurídicos naqueles serviços, cujos cargos serão assumidos por Cecília Taricandua e Maria de Fátima Zacarias Massaka, respectivamente.

Segundo Tauancha, Celestino Maua foi demitido por se ter constatado que havia muitas queixas por parte de funcionários de Educação e Cultura, relacionadas com o processo de tramitação de expediente diverso. Enquanto a demissão de Fernando Serro está relacionada o facto de, alegadamente, a sua actuação contrariar o preceituado no Estatuto Geral dos Funcionários do Estado (EGFE).

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