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Chefe das Farc diz que chega a negociação de paz sem rancores

O comandante máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disse que a guerrilha inicia um diálogo de paz com o governo colombiano sem rancores nem arrogância, numa atitude que poderá facilitar a negociação para pôr fim ao conflito interno de quase 50 anos.

A guerrilha mais antiga do Hemisfério em actividade foi acusada, no passado, de manter uma posição inflexível durante os processos de paz e os analistas creem que isso fez fracassar os esforços anteriores.

“Chegamos à mesa de diálogo sem rancores nem arrogância”, disse Rodrigo Londoño, conhecido como Timoleón Jiménez, o “Timochenko”, num vídeo publicado, Segunda-feira (3), no site here utilizado pelo grupo rebelde esquerdista para difundir as suas mensagens.

Esse é o primeiro pronunciamento da guerrilha, uma semana depois de o presidente Juan Manuel Santos anunciar que o seu governo mantém conversações exploratórias com as Farc.

A curta mensagem do chefe guerrilheiro, entretanto, que não se sabe quando nem onde foi gravada, está num sarcástico vídeo musical no qual aparecem guerrilheiros com uniformes verdes, boinas negras, camisetas com a imagem estampada de Che Guevara e instrumentos musicais.

No vídeo, eles cantam sobre a paz e referem-se a Santos como “Chucky” e burguês. “Aí eu vou para Havana, esta vez para conversar, com aquele que acusava-me de mentir sobre a paz”, diz a canção no vídeo.

As notícias de paz surgem no meio duma intensificação do conflito em diferentes regiões da Colômbia, impactando nos sectores produtivos como petróleo, minas e energia, e ainda golpeando a população civil.

Apesar de debilitado por uma ofensiva militar apoiada pelos Estados Unidos na qual morreram vários dos seus combatentes e da deserção doutros milhares, o grupo rebelde ainda mantém capacidade de cometer ataques de grande impacto.

Com as suas acções recentes, as Farc, que contam com cerca de 8 mil combatentes e são consideradas terroristas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, aparentemente tentam demonstrar o seu poderio militar ante a eventual negociação de paz, segundo os analistas.

A deterioração da segurança foi o principal factor para a queda da popularidade do presidente Santos, que, em Agosto, cumpriu metade do seu mandato de quatro anos e começou um processo de reorganização do seu gabinete e de reorientação das suas principais políticas.

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