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CHAN: Com uma “mão” dos árbitros, Moçambique é eliminado prematuramente!

CHAN: Com uma “mão” dos árbitros

A uma jornada do término da fase de grupos do Campeonato Africano de Futebol para jogadores internos, o CHAN, a selecção nacional de Moçambique apressou a sua despedida. Depois da derrota por 3 a 1 diante da África do Sul, os nigerianos precisaram da ajuda dos árbitros para eliminar os “Mambas” da corrida para os quartos-de-final.

No confronto de estreia reinou uma relativa ansiedade no seio dos jogadores da selecção nacional que, diga-se, em abono da verdade, começaram com os exercícios de aquecimento às 17h32, cerca de quinze minutos depois do conjunto sul-africano ter “descido” ao relvado. Durante os referidos treinos, Josimar lesionou-se, pisado por um colega, e só a oito minutos do jogo é que se confirmou que estava apto para defrontar a África do Sul.

Nas quatro linhas, o conjunto nacional assumiu muito cedo uma atitude defensiva e na única jogada de perigo que criou, culminando com um remate à baliza do guarda-redes Khune, chegou ao golo. Haviam decorrido onze minutos e Diogo Alberto entrava para a história, ao marcar o primeiro golo da terceira edição do CHAN.

O primeiro sinal de que os donos da casa não estavam conformados com a ligeira vantagem dos moçambicanos deu-se no décimo terceiro minuto, quando Soarito foi obrigado a defender, de forma incompleta, um remate de Parker após um belíssimo centro de Mashego.

E foi de grande penalidade, a castigar uma falta de Miro sobre Sibusiso Vilakazi no interior da grande área, que os sul-africanos chegaram ao empate, por intermédio de Parker. Minutos antes do intervalo, Kekana rematou contra o poste esquerdo de Soarito.

No reatamento, os “Bafana-Bafana” voltaram na mó de cima e precisaram de 13 minutos para dar corpo à reviravolta. Hlompho Kekana apontou um espectacular golo, mercê da desatenção de Soarito que não viu o jogador sul-africano a desferir o portentoso remate de fora da grande área.

Sem muitas opções no banco técnico para responder aos donos da casa, no Cape Town Stadium, João Chissano tentou imprimir uma nova dinâmica no meio-campo moçambicano e na zona mais avançada ao chamar Mário e Manuelito para jogarem nos lugares de Lanito e Alvarito, respectivamente.

Mas quem saiu a ganhar foram os “Bafana-Bafana” que, a oito minutos dos 90 chegaram ao terceiro golo, novamente por Parker, para a euforia completa dos adeptos sul-africanos que presenciaram o espectáculo.

Os “Mambas” de João Chissano perdiam no jogo de estreia do CHAN e complicavam as contas de apuramento aos quartos-de-final, o principal objectivo traçado para esta competição.

Os “Mambas” foram eliminados pela Nigéria

Os nigerianos entraram assustadores e aos três minutos “destaparam” os problemas defensivos da selecção nacional, sobretudo de marcação. Salami, isolado, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes Soarito que teve de abandonar a grande área para impedir um golo certo.

Porque “quem não marca arrisca a sofrer”, no minuto 10, o central moçambicano, Dário Khan, pouco depois do grande círculo, desferiu um forte remate para o fundo das malhas de Agbim. Um espectacular golo para ser revisto.

Porém, a felicidade de João Chissano durou poucos segundos. É que Ede empatou para os nigerianos e, dois minutos mais tarde, Ali, mercê de um erro monumental de Chico, colocou a sua equipa em vantagem.

Os “Mambas” não cruzaram os braços e correram atrás do resultado. Mário, no primeiro quarto de hora, recebeu a bola dos pés de Diogo mas viu o seu “tiro” ser defendido por Agbim.

Quem não falhou foi Diogo Alberto que, isolado por Maninho e com o guardião nigeriano estatelado no chão, teve a baliza totalmente escancarada para colocar o marcador novamente empatado. O extremo do Ferroviário de Maputo marcava o seu segundo golo na competição, o mesmo número de tentos de Moçambique na partida.

No minuto 53, o árbitro do encontro entendeu que o capitão da equipa cortou o esférico com o braço, no interior da grande área e, por isso, apontou para a marca de grande penalidade. Um erro tremendo pois, segundo as imagens, Dário Khan travou o esférico com a cabeça e, sempre com as mãos coladas ao corpo, usou o joelho para colocá-lo longe da zona de perigo. Ali, chamado a cobrar, marcou o seu segundo golo e colocou a Nigéria novamente na dianteira.

Passados 19 minutos deste “fatídico” acontecimento, Miro foi protagonista de um corte surpreendente em cima da linha de golo e, tempo depois, Soarito defendeu um remate de Salami. Já perto do fim, Dário Khan perdeu uma oportunidade soberana para empatar o jogo ao falhar no desvio da boln sequência dum violento cruzamento de Miro.

Antes dos noventa minutos, o estreante Imenger, que acabava de substituir Salami, apontou o quarto golo da Nigéria e encerrou as contas da partida em 4 a 2. Com este resultado, a selecção nacional de Moçambique despediu-se prematuramente do CHAN, a uma jornada do término da fase de grupos.

Uma ronda sem muitas surpresas

Ainda no grupo de Moçambique, a África do Sul empatou diante do Mali a um golo, numa partida também marcada por uma polémica arbitragem. Decorrido o minuto 23, o árbitro entendeu que Konate cometeu uma falta dentro da grande área sobre Mbatha, apesar de as imagens televisivas provarem que foi fora. Parker foi quem converteu o castigo máximo.

Nove minutos após o reatamento, a injustiçada selecção do Mali empatou por intermédio de Ibourahima Sidibe, um resultado com que terminou a partida.

No próximo domingo (19), os “Bafana-Bafana” defrontam a Nigéria no jogo decisivo que vai apurar uma das selecções, ou as duas dependendo do resultado entre Moçambique e os malianos.

No grupo B, o Zimbabwe empatou sem abertura de contagem diante da selecção de Marrocos e os ugandeses surpreenderam a selecção de Burkina Faso, vencendo por 2 a 1. No grupo C, os conjuntos de Gana e de Marrocos foram vitoriosos nos embates diante do Congo-Brazavile e da Etiópia, respectivamente.

A República Democrática de Congo, que venceu uma edição desta competição, derrotou a Mauritânia, por 1 a 0, e beneficiou do empate entre o Gabão e o Burundi para começar a pensar nos quartos-de-final.

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