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Chade declara estado de emergência devido à presença do Boko Haram na fronteira nigeriana

O governo chadiano decretou o estado de emergência na região do lago Chade, perto da fronteira com a Nigéria, por se tratar do “ponto de entrada” ao país do grupo terrorista nigeriano Boko Haram.

A decisão, anunciada no final da noite desta segunda-feira, leva à proibição de circulação de pessoas e veículos durante certas horas do dia a fim de garantir a segurança na zona, explicou o porta-voz do governo, Hassan Sylla Bakari, citado pela imprensa local.

Esta drástica medida entra em vigor porque a região do lago Chade, onde ocorreram vários ataques terroristas nos últimos meses, continua a ser o principal ponto de entrada dos jihadistas, explicou Bakari.

O Chade, que conta com um dos contingentes militares mais poderosos da região, faz parte da força multinacional para lutar contra o Boko Haram.

Segundo o porta-voz governamental, o país tornou-se num alvo dos terroristas como represália ao desdobramento dos seus militares na Nigéria e Camarões para acabar com os jihadistas.

Durante o fim de semana, o Chade retirou os 5 mil soldados que faziam parte do contingente destacado no norte dos Camarões para lutar contra o grupo terrorista. Segundo o ministro chadiano de Defesa, o general Benaïndo Tatola, a razão da retirada é que a força conjunta iniciada pelos países da zona será a responsável pelas operações militares contra o grupo nesta região cameronesa.

Nigéria, Chade, Camarões, Níger -países-membros da Comissão da Cuenca do lago Chade- e Benin acordaram em fevereiro criar uma força multinacional de 8,7 mil soldados para lutar contra o Boko Haram, embora o seu desdobramento tenha sido atrasado em várias ocasiões.

Apesar da força não estar formalmente em operação, no terreno os seus exércitos participaram em operações conjuntas para expulsar os jihadistas das cidades que controlavam no nordeste da Nigéria.

Em Outubro, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, anunciou o envio de até 300 militares americanos aos Camarões por um tempo indefinido e com o objectivo de coordenar operações de vigilância, inteligência e reconhecimento na região.

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