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Casal de jovens condenado por tentativa de rapto de uma criança albina no Niassa

A mão dura da justiça segue punindo aqueles olham para as pessoas albinas como uma oportunidade de negócio e enriquecimento ilícito. O Tribunal Judicial do Niassa condenou, na quarta-feira (25), um casal de jovens a 23 e 24 anos de prisão maior, respectivamente, por tentativa de rapto de uma criança albina.

O crime aconteceu em Agosto do ano passado, no bairro de Namacula, na cidade de Lichinga. Dois réus foram absolvidos por falta de provas do seu envolvimento no delito.

O juiz da causa, Leonardo Mualia, disse que Anselmo Alexandre foi condenado a 24 anos de cadeia resultantes de um acumulativo de 23 anos em cada um dos três crimes que pesavam por si.

Por sua vez, Felizarda Júlio, sentenciada a 23 anos (acumulativos) de prisão maior, também respondia pelo mesmo número de crimes, mas, diferentemente do seu marido, beneficiou de “circunstâncias atenuantes” que lhe valeram 21 anos de cadeia por cada delito.

Felizarda foi surpreendida na estação ferroviária de Lichinga à espera do comprador da criança. Contudo, a identificada e o paradeiro do visado são desconhecidos a par do que acontece em quase todos os crimes similares.

O casal, segundo o tribunal, aliciava o menor com refrigerantes e bolos. O juiz Leonardo Mualia disse que “considerando o nível económico débil de cada réu”, Alexandre e Felizarda deverão indemnizar a vítima do rapto, pelos danos morais, com a quantia de 10 mil meticais.

De lembrar que, há dias, quatro réus, nomeadamente Atumane Abacar, um curandeiro e professor de madrassa, de 43 anos de idade; Luis Rodrigues, comerciante de 29 anos de idade; Issa Abudala, de 23 anos de idade; e Momade Oscar, de 27 anos de idade, foram condenados a 40 anos de cadeia efectiva, por rapto, assassinato e esquartejamento de um cidadão albino que respondia pelo nome de Alfane Amisse, a 16 de Setembro de 2015. A vítima era um profissional de saúde afecto ao Centro de Saúde de Topuito, no distrito de Moma, província de Nampula.

Mas antes disso, o Tribunal Judicial de Cabo Delgado tinha condenado dois cidadãos, que respondem pelos nomes de Gomes Bernardo e Rafael dos Santos, com idades que variam de 21 e 28 anos, a 35 anos de prisão por assassinato de uma criança albina, em Novembro do ano passado, no distrito de Balama.

Em Tete, o Tribunal Judicial mandou oito cidadãos para os calabouços por posse de sete ossos de uma pessoa albina, exumados em Chemba, na província de Sofala. Entre os condenados constam também mulheres, que respondem pelos nomes de Ana Cristina, funcionária da Secretaria Provincial de Tete; Odete Luís, membro da Polícia da República de Moçambique (PRM); Luísa Amélia e Ajussa Cassimo, todas condenadas a 16 anos de prisão maior.

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