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Caos prossegue em Bangcok e Exército faz advertência

Novo confronto na Tailândia deixa um soldado morto e 18 civis feridos

Setenta e quatro pessoas ficaram feridas em confrontos nesta segunda-feira entre o Exército tailandês e manifestantes da oposição em Bangcok, que está desde domingo em estado de emergência, no meio de uma nova advertência das Forças Armadas.

O Exército respondeu com disparos de advertência e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que atiravam coqueteis molotov e pedras no cruzamento estratégico de Din Daeng.

De acordo com fontes médicas, dos 74 feridos dois estão em situação grave. Três ônibus foram incendiados e barricadas foram criadas em Din Daeng.

O Exército da Tailândia utilizará “todos os meios possíveis” para restabelecer a ordem em Bangcoc, advertiu o comandante das Forças Armadas, Songkitti Jaggabatara. “Os soldados usarão todos os meios para restabelecer a ordem rapidamente”, declarou o general Songkitti em um discurso exibido pela televisão. “Não usaremos a força para reprimir nosso povo, pois somos plenamente conscientes de que são tailandeses. Mas nos reservamos o direito de fazer uso das armas em legítima defensa”, completou o comandante militar.

Esta é a primeira vez que as forças tailandesas reprimem manifestantes desde a instauração no domingo do estado de exceção, o terceiro em menos de oito meses na região de Bangcok. O estado de emergência foi decretado pelo primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, que enfrenta há várias semanas manifestações dos chamados “camisas vermelhas” – simpatizantes do ex-premier exilado Thaksin Shinawatra -, que exigem a renúncia do atual governo e a convocação de eleições antecipadas.

Abhisit afirmou nesta segunda-feira que os manifestantes devem voltar para casa. “Nas próximas horas serão adotadas várias medidas para garantir a segurança de todos os grandes portos, aeroportos e grandes infraestruturas”, declarou o porta-voz do governo, Panitan Wattanayagorn.

As autoridades não fizeram nada até o momento para expulsar as 10.000 pessoas acampadas ao redor da sede do governo. Vários países recomendaram a seus cidadãos que evitem as viagens a Bangcoc, que celebraria nesta segunda-feira a festa de Songkran, durante a qual as pessoas atiram com pistolas de água.

Mas a cidade está em clima de tensão, com várias lojas fechadas e medidas de segurança extremas. No sábado, milhares de manifestantes forçaram o cancelamento de uma reunião asiática ao invadir um hotel da cidade balneária de Pattaya.

Os dirigentes dos países participantes foram obrigados a fugir em helicópteros A tensão aumentou no domingo com a prisão do líder dos manifestantes de Pattaya, o ex-cantor pop Arisman Pongreungrong.

Milhares de “camisas vermelhas” atacaram veículos oficiais diante da passividade de muitos soldados. Thaksin Shinawatra, 59 anos, polêmico empresário bilionário que foi premier de 2001 a 2006, quando foi derrubado por generais monárquicos, fugiu para o exterior para evitar uma condenação e diversas investigações por corrupção, mas continua sendo popular, sobretudo entre as pessoas mais pobres.

Abhisit Vejjajiva, 44 anos, é primeiro-ministro desde 15 de dezembro, depois da mudança na maioria parlamentar em consequência de manifestações pró-monarquia que acabaram com a ocupação dos dois aeroportos de Bangcoc.

Os “camisas vermelhas” acusam Abhisit de ser um “fantoche” nas mãos do Exército e de alguns conselheiros do rei Bhumibol Adulayadej.

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