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Campanha eleitoral termina no Uruguai com Mujica à frente de Lacalle

O ex-guerrilheiro José Mujica e o ex-presidente liberal Luis Lacalle encerraram na quinta-feira suas respectivas campanhas para as eleições presidenciais do próximo domingo no Uruguai, num momento em que as pesquisas de opinião apontam para uma vantagem do primeiro.

A poucas horas do início do silêncio eleitoral, que começa à meia-noite de quinta, as chapas Mujica-Danilo Astori, da coalizão governista de esquerda Frente Ampla (FA), e Lacalle-Jorge Larrañaga, do Partido Nacional (PN, centro-direita), apostam suas últimas fichas antes de fechar definitivamente a campanha.

A FA recolhe alimentos não perecíveis para as famílias afectadas pelas inundações que atingem o norte do país, e realiza um ato político no centro de Montevidéu com um estandarte da coalizão (vermelho, azul e branco) de vários metros de extensão. Além disso, organiza uma mobilização na Playa Ramírez, a poucas quadras do centro, com dançarinos de tango e fogos de artifício incluídos. O PN, por sua vez, se concentra na Plaza Independência, na capital, para um ato público, que começa com o oferecimento de uma coroa de flores ao prócer uruguaio José Artigas em um monumento que o homenageia.

O fim da campanha presidencial neste segundo turno parece refletir o estado de ânimo dos dois adversários: de um lado, domina na FA uma sensação de triunfo, enquanto os dirigentes do PN, apesar de afirmarem que “ainda não é tarde demais” e apostarem em uma “revolução silenciosa”, sabem que, como disse o próprio Lacalle, no partido “somos todos velhos amigos da derrota”. De fato, as pesquisas divulgadas nas últimas horas, antes da proibição, não deixam espaço para muitas dúvidas.

O instituto Factum indica 50% das preferências para a chapa Mujica-Astori, contra 41% para a dupla Lacalle-Larrañaga, com 9% de indecisos. Projectando os indecisos, a Factum calcula que os candidatos da FA devem receber entre 51% e 52% dos votos no domingo, contra 44%-45% para os concorrentes do PN, e entre 3% e 5% de votos brancos e nulos. “Parece claro que nós não temos grandes expectativas nem incertezas sobre o que se pode esperar no domingo”, disse o cientista político Oscar Botinelli, director da Factum.

O instituto de pesquisas Cifra, por sua vez, estima 49,7% dos votos para Mujica-Astori e 41,7% para Lacalle-Larrañaga, enquanto conta os indecisos em 5,1% e os brancos e nulos em 3,5%. Em sua projecção de resultados, o director da Cifra, Luis Eduardo González, dá 51% para Mujica-Astori e 45,4% para Lacalle-Larrañaga, com 3,6% dos votos em branco ou nulos.

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