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Brasileiros vão às urnas na eleição presidencial mais imprevisível desde 1989

Quase 143 milhões de brasileiros poderão votar neste domingo para escolher o próximo presidente da República na eleição mais imprevisível, sem que nem mesmo as últimas pesquisas dos dois principais institutos tenham conseguido apontar um favorito claro para a vitória. A presidente Dilma Rousseff, que aparece em vantagem numérica nos levantamentos, torce para que o histórico de mais abstenções nas regiões onde seu partido, o PT, é mais bem votado não seja um fator determinante no resultado. Já Aécio Neves, do PSDB, diz confiar que vai conseguir uma virada como a que protagonizou na primeira volta.

Aécio começou a disputa como o adversário forte que poderia impedir a reeleição de Dilma. Mas a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, em substituição ao candidato Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em meados de agosto, derrubou o tucano para um distante terceiro lugar. Impulsionado pelos ataques que as campanha petista e tucana faziam contra Marina, Aécio reassumiu o segundo lugar na última hora, garantindo uma vaga para a votação deste domingo.

Já na campanha do segundo turno, Aécio apareceu à frente de Dilma nas primeiras pesquisas Datafolha e Ibope, mas em situação de empate técnico, já que a diferença entre os dois estava dentro da margem de erro. Em meados da última semana a presidente ultrapassou o tucano e conseguiu abrir vantagem fora da margem de erro.

Neste sábado, O Datafolha voltou a mostrar os dois em empate técnico, com o placar favorável a Dilma em 52 a 48 por cento. Pelo Ibope, a vantagem da petista que era de 8 pontos percentuais recuou para 6, em 53 a 47 por cento.

Considerando a migração de votos de última hora que ocorreu no primeiro turno, segundo os institutos, é praticamente impossível fazer uma previsão para este domingo. Na véspera do primeiro turno, o Datafolha mostrava Dilma com 44 por cento dos votos válidos, Aécio com 26 por cento e Marina com 24 por cento. Pelo Ibope, os números eram 46, 27 e 24 por cento, respectivamente.

Nas urnas, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, Aécio chegou a 33,6 por cento e Marina ficou com 21,3 por cento. Desde 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Fernando Collor de Mello (PRN) na segunda volta, os brasileiros não iam às urnas com tantas incertezas sobre quem vencerá.

Nas cinco eleições presidenciais seguintes, a partir do momento que se estabeleceu um favorito, a dúvida maior foi se a disputa seria encerrada no primeiro turno, como aconteceu em 1994 e 1998 com o tucano Fernando Henrique Cardoso, ou teria que esperar a segunda rodada, como nas duas vitórias do petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, e na eleição de Dilma, em 2010. Em 1989, Collor venceu no segundo turno conquistando 53,03 por cento dos votos válidos, contra 46,97 por cento de Lula.

A expectativa agora é de que pouco depois das 20h (no horário de Brasília), quando fecham as últimas urnas no Acre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já terá condições de anunciar quem governará o Brasil nos próximos quatro anos.

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