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Brasil leva título da Liga Mundial de Vôlei pela oitava vez

Num jogo considerado dramático, a seleção brasileira ganhou no tie-break, igualando os italianos na conquista dos oito títulos e se consagrando campeã da Liga Mundial de vôlei masculino este domingo em Belgrado. Os comandados de Bernardinho derrotaram na final o anfitrião Sérvia por 3 sets a 2 (22-25, 25-23, 25-22, 23-25, 15-12).

Na disputa pela medalha de bronze, a Rússia levou a melhor sobre Cuba. No jogo que antecedeu a final, os russos venceram por 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 26/24 e 25/16, e garantiram um lugar no pódio. No primeiro set da partida Brasil x Sérvia, o marcador ficou em vantagem para os sérvios, com Miljkovic ampliando e com um bloqueio brasileiro que não funcionava.

No segundo set, Murilo começou a responder bem aos ataques de Miljkovic. O time de Bernardinho manteve o ritmo no terceiro set e fechou em 25/22/ No quarto set, Brasil e Sérvia se alternaram no placar, em meio a muito nervosismo e erros de arbitragem, com o juiz dando ponto para a Sérvia. Bernardinho chegou a reclamar, mas a TV local mostrava claramente o erro da arbitragem. O juiz de rede acabou dando o ponto para o Brasil. Os sérvios não gostaram, questionando a decisão, e a partida ficou parada por cinco minutos. Depois, a seleção já não tinha mais a mesma concentração e cedeu o empate: 25/23.

No set decisivo, a seleção viu a Sérvia sair na frente, com dois pontos de vantagem no placar. No bloqueio, Murilo mudou o jogo para o Brasil, fazendo 8/6 injetando ânimo na equipe que fechou em 15/12. Giba fez o 15º ponto, fechando o quinto set, garantindo para o Brasil o octacampeonato da Liga Mundial de Vôlei.

A partida foi assistida por 22.000 espectadores, num clima exaltado. Uma retaguarda formada Giba, Murilo, Sergio, os três jogadores mais experientes da equipe, partiu com o poder de apagar não importa qual fogo, dominando a balança em seu favor.

Bernardinho teve também a vantagem de trabalhar com dois gigantes que lhe faltavam antes, Leandro Vissotto (2,12 m), considerado o maior marcador do jogo, com 29 pontos; e o central Lucas (2,09 m), para quem começa, talvez, um novo período de muitas vitórias Ao lado deles, dois pilares da geração mais antiga da equipe, Dante e André Nascimento, deverão estar à disposição do técnico para futuros jogos, começando pelo Mundial de 2010.

No sábado, Bernardinho chegou a desabafar, depois da derrota da Rússia: “Estou aliviado. Sofremos uma forte pressão desde o ano passado (quando o Brasil foi eliminado pelos Estados Unidos na final das Olimpíadas de Pequim). Mostramos que ainda somos competitivos. Precisamos agora de mais regularidade”, afirmou o campeão olímpico em 2004 e bicampeão mundial em 2002 e 2006.

Do outro lado do campo, os sérvios, que possuem no entanto as mesmas qualidades de técnica e de inteligência de jogo dos adversários, mas com um pouco menos de audácia, estão à procura de um grande título desde os JO-Euro em 2000 e 2001. Eles já haviam fraquejado ano passado, na final, ante os Estados Unidos. Talvez, o Campeonato da Europa, em setembro, na Turquia, possa lhes dar a oportunidade de preencher este vazio.

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