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Bispos Católicos apelam para que haja tolerância política entre a Renamo e Frelimo

Os Bispos Católicos de Moçambique manifestam-se preocupados com a tensão política vigente no país, sobretudo com a onda de incitamento à violência, ataques às instalações dos partidos da oposição e os últimos acontecimentos de Muxúnguè, factos que se devem à intolerância política entre a Renamo e a Frelimo.

Os sacerdotes disseram, esta Quarta-feira (17), em Maputo, aos órgãos de comunicação social, que no país há injustiça, exclusão social, arrogância, intimidação, incitamento à violência verbal e física, gestos de antagonismo, atitudes e práticas que atentam contra o bem-estar económico, político e social.

O arcebispo auxiliar de Maputo, João Carlos, disse em conferência de Imprensa que a democracia e a paz podem estar ameaçadas porque se perpetua o antagonismo, a falta de diálogo e de tolerância entre os dois partidos, que apenas estão preocupados em se denegrir.

A fonte sublinhou que a igreja reafirma, com vigor, que o diálogo, o respeito mútuo e a tolerância são a única via para pôr fim às situações como as que foram testemunhadas Muxúnguè e que culminaram com mortes. “Continuamos a reafirmar, com o povo moçambicano, que ninguém deve atacar nem ser atacado. Ninguém deve retaliar e ser retaliado porque tudo isto é violência. O caminho justo e correcto é o diálogo franco, honesto e respeitoso”, considerou Carlos.

Os Bispos apelam às forças políticas, particularmente ao Governo, à Frelimo e á Renamo, através dos seus dirigentes, para que estabeleçam um método de diálogo e reafirmem o compromisso que assumiram aquando do Acordo Geral de Paz em Roma, onde ficou também firmado que cada signatário não agirá de forma contrária ao que rezam os diversos protocolos que puseram termo ao conflito armado.

Os Bispos apelam ainda para que se crie um ambiente de paz e liberdade para os indivíduos, partidos políticos, grupos sociais que promovem a tranquilidade e nenhum partido deve ser hostilizado nem veja as suas instalações e símbolos vandalizados. É preciso que os governantes os e líderes partidários manifestem que querem a paz, através de gestos concretos, nomeadamente abertura ao diálogo transparente, paciente, sincero, honesto e permanente.

Os Bispos Católicos de Moçambique alertam aos governantes que a erupção de recursos no país traz consigo pessoas ambiciosas e gananciosas interessadas em aproveitar-se da divisão interna ou provocá-la, como forma de nos distrair enquanto exploram e drenam a riqueza nacional para o seu benefício pessoal.

Para que isto não aconteça, os moçambicanos não podem abrir brechas porque “os problemas dos moçambicanos devem ser resolvidos pelos moçambicanos”. Para os Bispos, a população não se pode deixar manipular pelos partidos políticos e outros actores sociais que incite violência.

Por sua vez, o Arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, disse que o grande problema que mina a paz efectiva no país é a lenta interpretação e compreensão da Renamo sobre o conteúdo dos protocolos do Acordo Geral de Paz. Exemplo claro é a não desmilitarização.

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