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Benin decreta luto nacional de 3 dias por morte de ex-Presidente

O Governo beninense decretou um período de luto nacional de três dias pela morte do antigo Presidente Emile Derlin Zinsou, que liderou o Benin entre 1968 e 1969.

“Para honrar a memória do ilustre desaparecido, o Governo decidiu um luto nacional de três dias, a partir de 02 de Agosto de 2016 às 00:00 horas”, segundo uma mensagem do actual Presidente da República, Patrice Talon.

Neste período, as bandeiras estarão a meia-haste em todo o território nacional e um livro de condolências será aberto no Ministério dos Negócios Estrageiros bem como em todas as missões diplomáticas e postos consulares do Benin.

“Médico, diplomata e homem de Estado, com méritos unanime e universalmente reconhecidos, o Presidente Zinsou, que consagrou toda a sua vida ao serviço da pátria, acaba de deixar-nos para o reino das felicidades, depois de bons e leais serviços prestados ao nosso país e à humanidade”, declarou o Presidente Talon na sua homenagem ao ilustre desaparecido, que qualificou de “homem de Estado, emérito, de estatura internacional”.

Falecido quinta-feira em Cotonou aos 98 anos de idade, Emile Derlin Zinsou foi uma figura essencial da política beninense desde as independências. Durante o seu breve regime (17 de julho de 1968 a 10 de dezembro de 1969 ), ele conseguiu impor o seu rigor em reformas patrióticas que a história ainda retém, nomeadamente a Taxa Cívica Individual Obrigatória que os Beninenses denominavam “Zinsou Takue”.

Antigo opositor ao regime marxista-leninista (1972-1990), ele conheceu o exilo e foi citado como o instigador principal da agressão dos mercenários de 16 de Janeiro de 1977 contra o regime de Mathieu Kérékou, dirigida por Bob Denard e que se saldou num fracasso.

Regressado ao país a favor da Conferência Nacional de Dezembro de 1990, desempenhou um papel essencial na escolha da opção democrática feita pelo país. Emile Derlin Zinsou era um dos opositores à limitação aos 70 anos da idade do Presidente da República com a famosa expressão “Isso só acontece aos outros”.

Este médico de formação, entrado em política desde as independências, desempenhou um grande papel na resolução das diferentes crises políticas que abalaram o seu país. O seu sobrinho, Lionel Zinsou, antigo primeiro-ministro do Benin, foi candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais que permitiram eleger Patrice Talon.

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