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Basquetebol: Liga Muçulmana campeã nacional

As muçulmanas da capital do país vão de vento em pompa no basquetebol e estão a conquistar tudo o que há em disputa nesta modalidade. Depois da Taça de Clubes Campeões de África, a Liga Muçulmana levantou desta vez o troféu de campeã nacional, tendo, dessa forma, colocado mais uma certeza quando à incapacidade interna de contrariar a sua trajectória. Há quem diga que a Liga Muçulmana não tem, internamente, adversários capazes de contrariar a sua máquina, pelo investimento feito no seu plantel.

Há, ainda, quem diga que esta é a equipa de sonho do basquetebol moçambicano por agrupar a maioria, senão as estrelas do momento desta modalidade no país. Pelo sim ou pelo não, o certo é que as muçulmanas, comandadas pelo experiente Nazir Salé, dentro dos pavilhões desportivos superam qualquer adversário.

Prova disso foi a edição 2012 do Campeonato Nacional de Basquetebol que, devido à manifesta e inexplicável desorganização da federação moçambicana da modalidade, foi disputada neste ano (2013). Das seis partidas que teve pela frente, a Liga venceu todas elas.

Na noite da passada sexta-feira (08), no pavilhão do Desportivo de Maputo, local onde decorreu a competição, a Liga teve pela frente um adversário até àquela altura totalista em vitórias, A Politécnica. Aliás, as duas equipas, que ainda não tinham conhecido o sabor da derrota na prova, tinham pela frente o jogo que decidiria quem era a melhor.

Houve bom espectáculo de basquetebol e, acima de tudo, um jogo agradável. Justificou-se o facto de estarem em confronto directo as duas melhores equipas do país, ainda que uma delas tivesse de sair vitoriosa e, desse modo, sagrar-se campeã nacional. Porém, ambas foram protagonistas de uma entrada um tanto tensa, o que demonstrou uma falta de controlo dos níveis de ansiedade à volta daquela partida, vista como a grande final do basquetebol nacional.

Prova disso foram os primeiros pontos que surgiram volvidos dois minutos de jogo, após nove tiros e oito ressaltos divididos. A Politécnica foi quem abriu os caminhos e a Liga respondeu à altura, o que tornou o embate equilibrado, dividido e interessante.

Quando o primeiro período ia terminar com uma ligeira vantagem das académicas, Leila Dongue, atleta da Liga Muçulmana, da zona do meio campo, mostrou a força e a pontaria que habita nas suas mãos para converter um lançamento, carimbando o resultado nesta etapa em 16 a 15 a favor da sua equipa.

No segundo período, a Liga colocou a sua máquina ofensiva em funcionamento, desdobrando- se na defesa, táctica que estremeceu a equipa adversária e que começou a perder ideias para contrariar as muçulmanas. Nesta altura da partida, com a base Deolinda Ngulela a capitanear de forma inteligente as jogadas ofensivas da equipa, A Politécnica saiu ao intervalo a perder por uma diferença de treze pontos.

Quando se pensava que o descanso fosse a melhor medida para que o jogo voltasse a ganhar o ritmo da etapa inicial ou, se pretendermos, que as académicas invertessem o rumo dos acontecimentos jogando de igual para igual, a Liga Muçulmana avolumou-se e libertou a técnica de bloqueio à saída, factor que eliminou por completo a sua rival. A fadiga já era notória nas atletas contrárias que converteram neste período oito pontos, contra os dezanove da Liga. 33 a 57 foi o resultado com que se chegou à derradeira etapa do jogo.

O último quarto foi apenas para comprovar o que a Liga havia construído nos dois períodos antecedentes: a vitória. A Politécnica “apagou” e nem com a gestão de esforço, ao lançar na contenda as jogadoras menos utilizadas, se soube impor. Sofreu até ao fim e 46 a 79 foi o resultado final, triunfo que deu a glória às muçulmanas.

O Ferroviário de Maputo, no jogo da decisão do terceiro e quarto lugares, derrotou o Costa do Sol por 66 a 42.

Premiações individuais

Para além da taça e das medalhas de ouro, a Liga Muçulmana levou tudo o que havia no que aos prémios individuais competia:

– Deolinda Ngulela foi eleita a Jogadora Mais Valiosa (MVP) da competição;

– Leila Dongue a melhor marcadora e

– Odélia Mafanela a melhor ressaltadora;

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