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Aumentaram preços de combustíveis

Desde quarta-feira, os preços dos combustíveis sofreram um aumento, entre 4 a 15 por cento, em todo o país. A subida é fundamentada pelo agravamento do preço de crude no mercado internacional e pela incapacidade do governo manter o subsídio que concedia às gasolineiras.

Todavia, o governo compromete-se em continuar a apoiar os sectores mais necessitados, nomeadamente o transporte colectivo público e privado, os agricultores, a geração de energia nos distritos, minas e pescas.

Assim, a gasolina que custava 23,10 meticais o litro, passa a 26,57, o gasóleo altera, dos actuais 22.45 meticais para 24.70 meticais.

Enquanto o petróleo de iluminação passa a ser adquirido a 17,92 meticais, em vez dos anteriores 15,58 meticais, o gás de cozinha subiu 1,84 meticais, passando, portanto, a custar 42.77 meticais o quilograma.

O ministro da Energia, Salvador Namburete, salientou que o subsídio atribuído às gasolineiras desde Junho do ano passado, durante cerca de um ano, permitiu manter a estabilidade dos preços de combustíveis, num esforço do governo que resultou num montante de 114 milhões de dólares, que , segundo observou, poderiam ter servido para financiar infraestruturas económicas e sociais.

Entretanto, o Governo vai continuar a cumprir o acordo estabelecido em 2008 com os operadores dos transportes colectivos de passageiros nas zonas urbanas, mantendo o subsídio de gasóleo que se traduz numa compensação na eventualidade do litro de gasóleo ultrapassar os 31 meticais. Porque o estudo realizado na altura indicava que, até 31 meticais por litro, os operadores dos semicolectivos conseguem lucros e só acima dos 31 meticais começam a ter prejuízos O ministro da Energia disse que os transportadores garantiram que vão manter-se fiéis ao referido princípio.

Aliás, o aumento que entra em vigor a partir de hoje, que coloca o preço de gasóleo a 24,70 meticais o litro, não justifica a concessão de qualquer subsídio e não há, também, razão para que os transportadores aumentem o preço das suas tarifas. Por seu turno, a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), através do seu presidente, Rogério Manuel, garantiu que a actual tarifa dos transportes colectivos de passageiros não irá sofrer quialquer espécie de alteração, não obstante o agravamento do custo dos combustíveis ocorrido a partir de ontem, dia 24 de Abril em curso.

Não há razões para alarme, tanto por parte dos operadores, como do público em geral, visto que os preços vão manter-se. Porque mantém-se intacto o acordo firmado com o Governo para subsidiar o sector, apesar destes aumentos de combustíveis, razão porque os operadores continuarão a trabalhar normalmente e a praticar os preços em vigor.

Aqueles que operam legalmente e dentro do sistema existente estão conscientes de que mantemo-nos fiel ao acordo estabelecido com o governo e, portanto, não avançaremos para qualquer tipo de alteração do preço. Sublinhou.

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