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Ataques no Afeganistão matam 78 em 2 dias; Karzai abrevia viagem

Uma mina deixada no acostamento de uma rodovia matou 19 civis e feriu outros cinco, Quarta-feira, na província de Helmand, no sul do Afeganistão, segundo o governo provincial.

O incidente aconteceu um dia depois de raros ataques sectários em três cidades afegãs, com saldo de 59 mortos. O pior desses incidentes aconteceu numa mesquita xiita de Cabul, a capital.

Por causa dos atentados, o presidente Hamid Karzai cancelou uma visita que faria à Grã-Bretanha e voltou ao Afeganistão, imediatamente, depois de participar, na Alemanha, numa conferência sobre o futuro do seu país.

Apesar do elevado grau de violência no país, o Afeganistão, até agora, vinha sendo poupado dos conflitos sectários que assolam o Iraque e o vizinho Paquistão.

Analistas dizem que, se os atentados de Terça-feira abrirem um precedente para ataques entre a maioria sunita e a minoria xiita, a situação vai sobrecarregar dramaticamente as forças locais de segurança, que estão a ser preparadas para, supostamente, substituir a presença militar estrangeira no Afeganistão.

Na Quarta-feira, centenas de xiitas saíram em procissão levando os corpos dos mortos no atentado de Cabul. Como o atentado aconteceu durante a celebração xiita da Ashura, os participantes diziam que as vítimas haviam se sacrificado em nome do profeta Maomé.

“Onde está o governo, onde estão os parlamentares? Por que eles não aderem ao nosso luto? Isso cria uma lacuna entre o povo e o governo”, disse Mohammad, de 40 anos, dizendo ser parente de um dos mortos.

O Ministério do Interior atribuiu os ataques “ao Taliban e a terroristas”, sem entrar em detalhes. O Taliban, no entanto, condenou os ataques.

Alguns xiitas queixaram-se de que, imediatamente depois da explosão em Cabul, a polícia não esboçou reacção para protegé-los. Centenas de fiéis participavam na celebração da Ashura numa mesquita da capital, na hora do ataque.

Na conferência da Alemanha, os apoiantes ocidentais do governo afegão prometeram manter a sua ajuda depois da retirada das tropas de combate sob comando da NATO, prevista para o final de 2014.

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