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Ataque das Farc mata cinco militares na Colômbia

Cinco soldados morreram na sexta-feira em uma região montanhosa do centro da Colômbia em um ataque com explosão de minas que o exército atribuiu às Farc, em meio ao agravamento de conflito armado apesar das negociações de paz entre o grupo rebelde com o governo.

Apesar do diálogo entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por meio do qual busca-se por um fim no conflito interno de quase meio século e que já deixou mais de 200 mil mortos, os ataques dos rebeldes e os bombardeios dos militares continuam.

O ataque dos rebeldes ocorreu na zona rural do município de Rioblanco, em Tolima, área na qual a guerrilha ainda tem forte presença, durante um deslocamento de uma unidade militar. “Um pelotão do batalhão de combate número 28 foi objeto de um ataque indiscrimado com minas de destruição de alto poder que não permitiram reação e defesa”, disse o Exército em um comunicado.

O diálogo de paz, o primeiro em mais de uma década, ocorre em meio ao impasse pela recusa do governo a assinar um cessar-fogo bilateral, tal como proposto pela guerrilha, argumentando que as Farc poderiam usar a situação para atrasar o processo e tirar vantagem militar.

As Farc, que segundo o governo tem menos de 8.000 combatentes atualmente, ante os cerca de 17 mil que tinham na década de 1990, são consideradas uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

O grupo rebelde, acusado de obter milhões de dólares em receitas provenientes do tráfico de drogas, apesar de seus líderes negá-lo, ainda tem a capacidade de realizar ataques de grande impacto contra as Forças Armadas e a infraestrutura económica do país, embora tenha sido dizimada por mais de uma década de ofensiva militar que já matou vários de seus líderes.

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