A Argentina diminuiu a idade para votar de 18 para 16 anos, uma mudança que pode ajudar os aliados políticos da presidente Cristina Kirchner a cortejar o voto jovem antes das eleições de 2013.
Dezenas de membros da oposição na Câmara dos Deputados abandonaram a sessão, na noite a Quarta-feira (30), pouco antes de a medida receber aprovação final por uma votação de 131 a 2.
Cristina, que tem boa avaliação nas pesquisas entre o eleitorado jovem, não descartou uma oferta dos seus apoiantes para mudar a Constituição que a permita disputar um terceiro mandato em 2015.
Multidões de jovens activistas uniram-se ao movimento “Campora”, conhecido por barulhentas manifestações a favor das políticas heterodoxas da presidente.
Os críticos dizem que a nova lei é voltada para angariar apoio para a presidente antes das eleições legislativas programadas para daqui um ano.
Os apoiantes dizem que a medida procura alinhar a Argentina com os países progressistas como o Equador e o Brasil, que já estenderam o direito de voto para jovens de 16 anos.
A composição do Congresso após as eleições legislativas serão essenciais para qualquer esforço dos aliados da presidente de abrirem caminho para outra candidatura da Cristina.
A líder peronista, de 59 anos, conquistou a reeleição, ano passado, e nenhuma figura forte de oposição apareceu deste então. A sua popularidade, porém, caiu para menos de 25 por cento à medida que a economia é abalada pelo crescimento mundial lento, alta inflação e controles sobre o câmbio e comércio impostos pelo governo que ferem a confiança dos investidores.
Estima-se que mais de um milhão de novos eleitores estejam aptos a votar agora que a lei foi aprovada nas duas instâncias parlamentares. O Senado já tinha aprovado a medida no início do mês.
